Muitas vezes escutamos as pessoas recomendarem o uso
de plantas medicinais dizendo: "Se bem não fizer, mal também não fará."
Infelizmete não é isso que ocorre, porque o uso inadequado de plantas
medicinais pode muitas vezes não realizar o efeito desejado.
O uso de plantas, quando efetuado com critérios, só tem a
contribuir para a saúde de quem o pratica.
Esses critérios se referem à identificação da doença ou do sintoma
apresentado, conhecimento e seleção correta da planta a ser utilizada e uma
adequada preparação.
As planta medicinais devem ser adquiridas, preferencialmente, por pessoas
ou firmas idôneas que possam dar garantia da qualidade e da identificação
correta. O ideal seria que as pessoas e instituições que fazem uso das plantas
medicinais, mantivessem o cultivo das espécies mais utilizadas.
Na preparação, deve-se observar cuidadosamente a dosagem das partes
vegetais e sua forma de uso.
As misturas de plantas no chá devem se restringir a um número pequeno de
espécie com indicações e uso semelhantes.
A forma de uso e a freqüência também são importantes durante o tratamento.
Não adianta ingerir um litro de chá de uma só vez, quando se deveria tomar a
intervalos regulares de tempo durante o dia. Da mesma forma, uma planta
recomendada exclusivamente para uso externo não deve ser administrada
internamente.
O uso contínuo de uma mesma planta deve ser evitado. Recomenda-se períodos
de uso máximo entre 21 e 30 dias, intercalados por um período de descanso
entre 4 e 7 dias, permitindo que o organismo desacostume-se e, também, para
que o vegetal possa atuar com toda a sua eficácia.
A adição de mel a chás e xaropes só deve ser feita depois que estes fiquem
mornos ou frios.
A dosagem dos remédios caseiros feitos com plantas medicinais variam de
acordo com a idade e com o tipo de metabolismo de cada pessoa.
O horário em que devem ser tomados os preparados fitoterápicos é muito
importante para a obtenção dos efeitos desejados. Assim, têm-se as seguintes
regras gerais:
desjejum - preparações os laxativos,
depurativos, diuréticos e vermífugos; duas horas antes e depois das
refeições principais - preparações anti-reumáticas, hepatoprotetoras,
neurotônicas e antitérmicas;
- meia hora antes das refeições principais - preparações tônicas e
antiácidas
- depois das refeições principais - preparações digestivas e contra
gases;
- antes de se deitar - preparações hepatoprotetoras e laxativos.
As dosagens dos fitoterápicos caseiros variam de acordo com a idade e
metabolismo de cada indivíduo.
Para os chás (decocção, infusão e maceração) recomenda-se:
6 meses de idade até 1 ano è 1 colher (café) do preparado 3 vezes ao dia (somente
com acompanhamento médico)
1 a 2 anos è ½ xícara (chá) 2 vezes ao dia;
2 a 5 anos è ½ xícara (chá) 3 vezes ao dia;
5 a 10 anos è ½ xícara (chá) 4 vezes ao dia;
adultos è
1 xícara (chá) 3 a 4 vezes ao dia.
As informações sobre a dosagem de plantas medicinais são muito divergentes,
principalmente quando se trata da medição de volumes com utensílios domésticos
ou mesmo conversão de pesos em volumes e vice-versa. Recomenda-se que ao
preparar decocções, infusões e macerações deve-se utilizar para material seco
uma colher (chá) e para o vegetal fresco uma colher (sopa), ambos misturados
em um litro de água.
Todo cuidado é pouco.
Mas isso não impede de utilizarmos as plantas
medicinais, desde que, estas sejam empregadas da maneira correta.
BIBLIOGRAFIA