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A espinheira-santa cujo nome científico é Maytenus
ilicifolia Reiss, pertence a família Celastraceae. A espinheira-santa também
é conhecida por diversos sinônimos, tais como: espinheira-divina, maiteno,
salvavidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa, congorça, cancerosa, cancorosa,e
espinho-de-deus, e congorça Originária do Brasil, medra espontaneamente
desde Minas Gerais até o Rio grande do Sul, sendo também cultivada.
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Esta planta
que se desenvolve melhor em climas mais amenos, tem sua reprodução garantida a
partir de suas sementes. A espinheira-santa é um arbusto de grande porte, de
origem brasileira. A espinheira-santa tornou-se conhecida no mundo médico em
1922 quando o professor Aluízio França, da faculdade de medicina do Paraná,
relatou o sucesso obtido com ela no tratamento da úlcera. Entretanto, muito
antes disso a planta já era famosa na medicina popular por suas propriedades
curativas, e não só no combate aos males do aparelho digestivo. Para se ter uma
idéia, ela era utilizada como remédio antitumor entre os índios brasileiros; no
Paraguai, a população rural a empregava como contraceptivo; e na Argentina, como
antiasmático e anti-séptico. A espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) ganhou
esse nome justamente pela aparência de suas folhas, que apresentam espinhos nas
margens e por ser uma "santo remédio" para tratar vários problemas. Na medicina
popular, a espinheira-santa é famosa no combate à úlcera e outros problemas
estomacais. Ao que parece, a fama é merecida: na Universidade Estadual de
Campinas (SP), farmacologistas analisaram a planta em ratos com úlcera e,
segundo os pesquisadores, "nos que tomaram o seu extrato, o tamanho da lesão
diminuiu muito rapidamente e, em comparação com os remédios convencionais,
espinheira-santa provoca menos efeitos nocivos". A pesquisa prossegue, para
determinar qual é o componente exato do vegetal responsável pelo efeito
medicinal. A espinheira-santa, além de indicada contra vários males do
aparelho digestivo, era muito usada no passado pelos índios brasileiros com
outra finalidade: eles usavam suas folhas no combate a tumores (esse uso pode
ter gerado um dos seus nomes populares de erva-cancerosa).
As folhas, frescas ou secas, são utilizadas no preparo de infusões para uso
interno e externo. O efeito cicatrizante também pode ser observado no tratamento
de problemas da pele. A espinheira-santa possui inúmeras propriedades
terapêuticas conhecidas, tais como: analgésica, balsâmica, carminativa,
anti-séptica, cicatrizante, diurética e estomáquica.
Mecanismo de ação da Espinheira-Santa
A espinheira-santa é uma planta medicinal com os seguintes usos
etnofarmacológicos: carminativo, anti-séptico, levemente diurético e laxante;
antitóxico, hepático e antitumoral. Sua propriedade tonificante se deve à
reintegração das funções estomacais por ela promovida. Provavelmente devido aos
taninos presentes revela um potente efeito anti-úlcera gástrica. Esta ação
ocorre principalmente pelo aumento do volume e pH do conteúdo gástrico. Tem
ainda poder cicatrizante sobre a lesão ulcerosa. Pela sua ação anti-séptica
paralisa rapidamente as fermentações gastrointestinais. Certas hepatopatias
têm como causa perturbações intestinais, nestas a espinheira-santa age
corrigindo o funcionamento intestinal. Nas gastralgia acalma rapidamente as
dores não diminuindo a sensibilidade do órgão, mas estimulando ou corrigindo a
função desviada. Em estudo realizado pela UFMG, foi pesquisado o efeito da
4’- o- metil-epigalotequina extraída das folhas da espinheira-santa sobre a
secreção gástrica de ácido induzida pela histamina. Os resultados confirmaram
que os taninos da espinheira-santa reduzem a secreção basal de ácido clorídrico,
assim como a secreção induzida por histamina. Em pesquisas sobre o efeito
antiulceroso de frações hexânicas das folhas da espinheira-santa, verificou-se
que a fração hexânica bruta na dose de 4mg/Kg foi efetiva em prevenir úlcera
induzida por indometacina, semelhante ao efeito da cimetidina. Os triterpenos
friedelina e friedelanol foram responsáveis por 50% da eficácia. Os princípios
4’-o-metil-epigalotequina e seu epímero 4’-o-metil-ent-galocatequina inibiram a
secreção de ácido em mucosas gástricas isoladas de rãs de forma dose-dependente
em concentração de 0,35mg%. Os flavonóides têm ação antiinflamatória. Algumas
das ações etnofarmacológicas da espinheira-santa já foram bem definidos através
de estudos científicos. Em um estudo realizado na UFMG, em que se pesquisou o
envolvimento da histamina no mecanismo de ação do extrato bruto da
espinheira-santa, verificou-se que em mucosas gástricas de rãs isoladas e
incubadas em câmara hiperbárica ou em câmara de Ussing com solução de Ringer, o
extrato bruto da espinheira-santa (ES) na concentração 5,6mg% (na câmara
hiperbárica) a 14mg% (na câmara de Ussing) reduz a secreção gástrica de H+;
paralelamente, observou-se que o estrato bruto de ES também inibe a secreção
estimulada pela histamina somente lado seroso da mucosa gástrica. A cimetidina
(10?M) e o extrato bruto de ES (7mg%) isoladamente não inibiriam a secreção
gástrica de H+ , no entanto quando foram associados, inibiram a secreção de H+
no lado seroso da mucosa gástrica. Os resultados sugerem que o extrato bruto de
ES inibe a secreção de H + e que envolve a participação de mecanismos
relacionados à histamina.
Indicações de uso da Espinheira-Santa
A espinheira-santa é indicada como fitoterápico que ajuda a normalizar as
funções gastrointestinais, especialmente como protetor contra úlcera gástrica.
Também nas gastralgia, dispesias e intestinos atônicos constipados. A
espinheira-santa tem ação tonificante, carminativa, cicatrizante, anti-séptica,
levemente diurética, laxativa e anti-úlcera.
Contra-indicações
A espinheira-santa não deve ser administrada a crianças e nutrizes. Em
mulheres que amamentam pode haver diminuição da secreção láctea.
Precauções
Apesar de raros, casos de hipersensibilidade podem ocorrer. Recomenda-se
nestes casos descontinuar o uso e procurar orientação médica.
Comentários relacionados Santa Espinheira!
Comece a conversar sobre os benefícios de uma planta
medicinal. Pronto! Chovem histórias e, se o papo ultrapassa os cinco minutos e
você demonstra algum conhecimento nessa área, prepare-se: o fuzilamento é
inevitável. Todos querem, ao mesmo tempo, fórmulas mágicas e respostas rápidas e
eficientes para todos os males existentes em casa, na família, na vizinhança e
nos arredores. “A gastrite do meu marido...”; “a úlcera que me
acompanha há anos...”; “as minhas dores de estômago são algo mais...”; mamãe,
coitada, tem uma hiperacidez...”; “minha família todinha sofre de úlcera
gástrica!” Deu a louca no aparelho digestivo da espécie humana, meu Deus!!!
Respiramos fundo e pensamos: só sendo santa mesmo para atender a tantos pedidos,
né, espinheira? Pra selar de vez que era hora dela aparecer na Folha,
descobrimos que bem próximo a nossa porteira há alguns exemplares dessa
magnífica planta que , de tão temperamental que é, só nasce onde bem lhe convém.
Tente transplantar uma mudinha para o seu jardim... Não vinga porque a
Espinheira é santa mas é, também, selvagem e em seu habitat natural, aprende a
se defender e, assim, produz os tais princípios ativos – terpenos, taninos,
flavonóides, etc, etc...- que tanto bem promovem. Com elas na porta de casa,
pudemos distribuir alívio quase em ritmo de pronta-entrega a todos aqueles que
de tanto usar os pronomes possessivos acabam tornando-se sócios-
proprietários dos males.Lembra da “minha gastrite, minhas dores...”Daí, foi
correr para os livros a fim de ampliar os conhecimentos sobre a Maytenus
Ilicifolia que é o nome de batismo oficial. Famosa há séculos na medicina
popular, a Espinheira Santa só veio a balançar o metier clássico a partir de
1922 quando um professor de Medicina do Paraná relatou, ainda espantado com suas
“descobertas”, o sucesso obtido com ela no tratamento da úlcera gástrica. Além
de aumentar o volume e o PH do conteúdo gástrico, ela tem poder cicatrizante
sobre a mucosa ulcerada e alivia imediatamente a dor. Não é uma benção, diga lá?
Normalizando as funções gástricas, a Espinheira ainda dá uma caminhada pelo
organismo da gente, regularizando de forma bastante eficaz os intestinos
constipados. No uso externo, em decocção (cozimento das folhas), é ótima para
lavar úlceras e feridas, tendo excelente efeito cicatrizante. Não existem
relatos de efeitos colaterais e a única recomendação preventiva é a de não
administra-la a crianças e gestantes porque pode diminuir a secreção Láctea.
Cuidado mesmo você só precisa ter na hora de colher a planta pois a folha da
Espinheira Santa é cheia de pontas, bem finas que alfinetam a gente. Um
lembrete: apesar de existir no mercado a tintura de Espinheira prontinha para o
uso, sugerimos para quem já possui a sua úlcera, o uso e abuso do chá, em
infusão (20g de folha seca para 1 litro de água, de 3 a 4 xícaras por dia), bem
morninho. Seu aparelho digestivo doido de tanto stress e doído, dos nossos
mínimos e múltiplos excessos gastronômicos, vai agradecer a escolha.
Experimente!
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