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- A
palavra fitoterapia é
formada por dois radicais gregos: fito vem phyton, que significa
planta, e terapia vem de therapia, que significa tratamento, ou
seja, tratamento em que se utilizam plantas medicinais.
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- A palavra
fitoterapia foi criada para designar tradições populares de
tratamento, nas quais as plantas medicinais são usadas como
medicamento. O uso terapêutico de plantas medicinais ficou restrito
à abordagem leiga desde o salto tecnológico da indústria
farmacêutica ocorrido nas décadas de 50 e 60.
As plantas
medicinais têm sido um importante recurso terapêutico desde os
primórdios da Antigüidade até nossos dias. No passado, representavam
a principal arma terapêutica conhecida. Em todos os registros sobre
médicos famosos da Antigüidade, tais como Hipócrates, Avicena e
Paracelso, as plantas medicinais ocupavam lugar de destaque em sua
prática.
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- O reino vegetal, além de ser o maior laboratório de
moléculas orgânicas conhecido, é um poderoso laboratório de síntese.
Até hoje diversas moléculas com estrutura complexa dependem da
síntese biológica, pois a síntese em laboratório não pode ser feita
ou é economicamente inviável, como é o caso dos digitálicos, dos
esteróides, entre outros.
A origem da fitoterapia é impossível de
ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos
traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo quanto o
Homo sapiens, e encontrado em praticamente todas as civilizações ou
grupos culturais conhecidos. - As plantas medicinais, corretamente empregadas, representam extraordinário
auxílio à recuperação. Utilizamos dezenas de plantas consagradas pelo uso.
São várias as formas de utilizar as plantas no tratamento de
doenças, vejamos algumas delas:
Infusão: (Usa-se este método para as partes macias das
plantas como flor, folhas e frutos). Coloca-se a quantidade de planta,
suficiente para o preparo, em um recipiente de vidro, louça, ágata ou inox
(evite o alumínio pois este solta partículas microscópicas, que são prejudiciais
saúde). Em seguida derrame água fervendo sobre a erva no recipiente e aguarde 10
a 15 minutos. Após este tempo coe o infuso, utilizando-se então a posologia
indicada.
Decocção: deve ser empregada para as partes mais duras dos
vegetais (raízes, cascas e entrecascas, rizomas e sementes). Coloca-se as ervas,
anteriormente lavadas, na água ainda fria. Lava-se ao fogo até a fervura.
Deve-se deixar fervendo por um período de 5 a 15 minutos (o tempo vai depender
da dureza da parte a extrair). Deixe repousar por 15 minutos em recipiente bem
tampado, coando após decorrido este tempo.
Cataplasma: É uma preparação feita com farinha e água,
geralmente a quente, com adição ou não de planta triturada. É aplicada sobre a
pele da região entre dois panos finos.
Compressa: Preparação de uso tópico geralmente feita com
pequenos pedaços de pano ou gaze embebidos em alguma loção, chá, cozimento ou
sumo da planta. A compressa é colocada sobre a parte afetada e mantida levemente
apertada.
Inalação: É uma preparação que aproveita a ação combinada
de vapor de água quente com aroma das drogas voláteis. Coloca-se água fervente
sobre porções de droga contida em uma panela de até ½ litro, usada como gerador
de vapor. Deve-se aspirar os vapores ritmicamente (pode-se contar até 3 quando
se aspira e até 3 quando se expele o ar) durante 15 minutos. O uso de uma
cobertura sobre os ombros, a cabeça e a panela aumentam a eficácia do
tratamento.
Loção: Este tipo de preparação é usada em banhos e
compressas locais para limpeza e tratamento de feridas, coceiras e outras
afecções da pele e do couro cabeludo. Coloca-se uma xícara das de chá contendo o
infuso ou cozimento, junta-se adicionando-se ¼ de álcool. Agita-se e usa-se
localmente.
Lambedor ou xarope: É uma preparação espessada com
açúcar e usada geralmente para o tratamento da tosse e bronquite. Junta-se parte
do chá ou do cozimento conforme o caso com uma parte de açúcar. Ferve-se a
mistura desmanchando o açúcar até atingir o ponto de fio.
Tintura: Preparação feita com álcool ao invés de água.
Deixa-se as partes vegetais frescas ou secas, grosseiramente trituradas,
mergulhadas em álcool durante 8 a 10 dias. Filtrar e guardar em recipiente
escuro ao abrigo da luz.
Vinho medicinal: é um estimulante feito com vinho tinto no
qual se deixa em maceração durante 8 dias uma ou mais plantas.
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