O material apresentado, não substitui as orientações do profissional de saúde.

 

 

 

 

 

 

 

    

   ..:: FITOTERAPIA - USO MEDICINAL DE PLANTAS ::..


A aplicação de plantas já era conhecida e praticada pelas antigas civilizações.As plantas contém princípios ativos capazes de nos curar nas diversas doenças. É uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de diversas doenças, de forma barata e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. O conhecimento empírico da chamada medicina caseira, vindo através das gerações, nos traz até hoje o uso de chás e infusões que, embora utilizados sem nenhum contexto científico, se revelam eficazes em muitas ocasiões.


Fitoterapia vem do Grego e quer dizer - tratamento (therapeia) vegetal (Phyton), ou ainda "a terapêutica das doenças através das plantas". Fitoterapia é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.

Efeitos Terapêuticos principais:

É cada vez maior o interesse sobre plantas e suas possíveis aplicações terapêuticas. O repertório de plantas usadas tradicionalmente é rico, predominando as formulações vegetais sobre os remédios de origem mineral e animal, também muito difundidos nas práticas da medicina popular brasileira.

A medicina popular e o conhecimento específico sobre o uso de plantas é o resultado de uma série de influências culturais, como a dos colonizadores europeus, dos indígenas e dos africanos.

Tal conjunto de conhecimentos sobre o uso de plantas forma hoje a "fitoterapia popular", uma prática alternativa optada por milhares de brasileiros.

Para se ter uma idéia da importância das drogas obtidas de plantas medicinais, merece ser dito que cerca de 119 substâncias extraídas dessas plantas são utilizadas em todo o mundo, como a digitalina (cardiotônico), emetina (amebicida), escopolamina (sedativo), vimblastina e vincristina (antitumorais). Justamente em função disso devem ser incentivadas pesquisas na área, uma vez que o Brasil é um país privilegiado em termos de biodiversidade.

As plantas medicinais têm sido um importante recurso terapêutico desde os primórdios da Antigüidade até nossos dias. No passado, representavam a principal arma terapêutica conhecida. Em todos os registros sobre médicos famosos da Antigüidade, tais como Hipócrates, Avicena e Paracelso, as plantas medicinais ocupavam lugar de destaque em sua prática.

A origem da fitoterapia é impossível de ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo quanto o Homem, e encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

Qual de nós já não experimentou um chá de erva doce para o intestino ou a digestão, de camomila para acalmar ou, ainda, um gargarejo de romã para a garganta irritada? Obviamente, nem só sob a forma de chás as plantas são úteis. Na verdade seu espectro de aplicação é muito abrangente.

Existem várias maneiras de manipular as plantas para obter o que a fitoterapia denomina o
produto oficinal, ou seja, a erva em sua forma mais adequada ao uso desejado:

Muitas vezes encontramos tratamentos naturais à base de ervas e outras plantas medicinais e, no entanto, não sabemos como usá-las corretamente. Portanto, vale a pena conferir como podemos utilizá-las nos mais diversos processos:

CHÁS
Há diferentes maneiras para se preparar os chás, e todas elas estão diretamente ligadas a composição e as qualidades de cada erva ou planta medicinal. As formas mais conhecidas são:

Maceração - Você deve colocar de molho, em água fria, à temperatura ambiente, 1 a 2 colheres (chá) das ervas secas ou frescas para cada xícara de água. Para as partes mais duras o período de espera adequado é de 18 a 24 horas e, para as partes mais macias, de 12 a 18 horas.
Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade. Os veículos mais empregados são a água (que deve ser pura), o álcool, vinho ou vinagre. Em seguida, aqueça tudo levemente, coe e beba o chá (de preferência sem adoçá-lo), 3 a 5 xícaras por dia.

Infusão - Coloque as ervas frescas ou secas, na proporção de 1 a 2 colheres do chá da ervas para cada xícara de água, dentro de um recipiente, e despeje sobre elas, água fervente. Deixe-as repousar de 5 a 10 minutos (se forem utilizadas as partes mais duras das plantas (cascos, talos e raízes), o tempo de repouso na água fervente deverá ser de 20 a 30 minutos). O processo é particularmente indicado para as plantas aromáticas.Em seguida, coe e beba o chá, de preferência ao natural, isto é, sem açúcar, de 3 a 5 vezes por dia.

Decocção - Coloque em um recipiente adequado, contendo água fria, as ervas secas ou frescas, na proporção de 1 a 2 colheres (chá) de erva para cada xícara de água. Leve ao fogo brando e deixe cozinhar. Se utilizar as partes mais duras das plantas (raízes, cascas, talos, sementes etc.), estas deverão ser picadas e o tempo de cozimento deverá estar entre 20 a 30 minutos. As partes mais tenras (flores e folhas) levam cerca de 3 a 5 minutos de cozimento.
Depois de fervida, deixe a mistura em repouso por alguns minutos, coe-a e beba-a (3 a 5 xícaras por dia, de preferência sem adoçá-la).

Filtração - Usada para retirar partículas em suspensão de líquidos como tisamas, sumos, tinturas, etc., é feita com a ajuda de um cone de papel de filtro colocado dentro de um funil. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, pode-se simplesmente coá-lo através de um tecido de algodão, lã ou feltro.

Gargarejo - Preparar o chá na forma de decocção. Esse chá deve ser bem forte. Deve-se fazer o gargarejo várias vezes ao dia.

Inalação: É uma preparação que aproveita a ação combinada de vapor de água quente com aroma das drogas voláteis. Coloca-se água fervente sobre porções de droga contida em uma panela de até ½ litro, usada como gerador de vapor. Deve-se aspirar os vapores ritmicamente (pode-se contar até 3 quando se aspira e até 3 quando se expele o ar) durante 15 minutos. O uso de uma cobertura sobre os ombros, a cabeça e a panela aumentam a eficácia do tratamento.

SUCOS

Os sucos obtidos de plantas frescas, aproveitam muito mais as vitaminas, sais minerais e outras substâncias, que são praticamente destruídas pelo calor usado ao se fazer o chá.

Os sucos podem ser preparados em centrífugas, liquidificador ou manualmente.

Se as frutas, as hortaliças ou as ervas forem suculentas, corte-as em pedaços pequenos e use a centrífuga. Se não possuir uma centrífuga, envolva as frutas ou ervas suculentas em um tecido fino, esprema-as torcendo o pano, colhendo o líquido num recipiente.

Se as frutas, ervas ou as hortaliças não tiverem muito líquido, corte-as em pedaços pequenos, acrescente uma pequena quantidade de água (para facilitar a operação), esmague-as em um pilão (até que se transformem em uma pasta) e coe-as. No lugar do pilão, você pode usar o liquidificador por curto tempo, acrescentando também uma pequena quantidade de água.

Atenção, os sucos são muito ricos em vitaminas e sais minerais; porém, perdem seu efeito após certo tempo. Dessa forma, como sua validade é muito curta, devem ser usados sempre frescos (nunca se deve prepará-los com antecedência).

Banhos - Cozinhar as ervas durante 20 a 40 minutos, coar e deitar o decocto na água que vai ser usada no banho.

Cataplasmas - São usadas sobre a pele e órgãos subjacentes, como se fossem uma compressa e, geralmente, são aplicadas frias, sobre inflamações, feridas doloridas e de difícil cicatrização, contusões agudas etc.

Há várias formas de se fazer e aplicar um cataplasma, sendo que as duas mais conhecidas são:

1) Aplicar as ervas frescas e bem limpas diretamente sobre as partes afetadas. Repetir a operação, com ervas secas, após 20 minutos.

2) Após limpar muito bem as ervas, amásse-as até que adquiram uma consistência pastosa. Aplique este preparado diretamente sobre a pele (ou envolva-o em um tecido fino e macio antes de colocá-lo sobre o local desejado) por, aproximadamente, 20 minutos. Trascorrido esse período, repita a operação, porém, agora, com ervas frescas.

É um preparado composto do pó de substâncias (obtido por decocção ou infusão) diluído até formar uma pasta mole. Excelentes remédios de uso externo, os cataplasmas podem ser aplicados quentes (para um efeito revulsivo ou maturativo) ou mornos (de efeito calmante).

Observações:

Use instrumentos de madeira ao preparar cataplasmas (evite, portanto, o contato das ervas com metais).

Na falta de ervas frescas, pegue as secas e coloque-as sobre um tecido fino e macio. Costure ao redor desse tecido transformando-o em um saquinho. Mergulhe o saquinho em água quente, retire-o , esprema-o e aplique-o sobre as partes afetadas. Deixe-o no local e cubra-o com um pano de lã ou de tecido mais grosso, deixando-o atuar por cerca de 25 minutos.

Compressa: Preparação de uso tópico geralmente feita com pequenos pedaços de pano ou gaze embebidos em alguma loção, chá, cozimento ou sumo da planta. A compressa é colocada sobre a parte afetada e mantida levemente apertada.

Contusão - A substância é colocada num gral e socada até o ponto desejado (pó ou pasta).

Lambedor ou xarope: Indicados para crianças e pessoas que têm o paladar sensível, são muito empregados quando se quer melhorar o sabor de certas ervas medicinais. São utilizados principalmente no tratamento de tosses, catarros pulmonares, bronquites etc.

Para preparar o xarope você pode misturar sucos com mel, meio a meio e tomá-lo nas dosagens sugeridas; ou, se desejar, fazer o seguinte preparado:

Junta-se parte do chá ou do cozimento conforme o caso com uma parte de açúcar. Ferve-se a mistura desmanchando o açúcar até atingir o ponto de fio. Adicionar açúcar na proporção de 1/2 quilo para cada litro.

Loção: Este tipo de preparação é usada em banhos e compressas locais para limpeza e tratamento de feridas, coceiras e outras afecções da pele e do couro cabeludo. Coloca-se uma xícara das de chá contendo o infuso ou cozimento, junta-se adicionando-se ¼ de álcool. Agita-se e usa-se localmente.

Tintura - É o álcool ou éter impregnado do princípio ativo de uma ou mais substâncias vegetais, animais ou minerais. A preparação de tinturas a partir de substâncias vegetais é um processo minucioso e delicado, que utiliza plantas secas e éter ou álcool de pureza absoluta. Para 20% de substância vegetal emprega-se álcool de 60 graus (quando a substância libera seus princípios com facilidade), álcool de 80 graus (no caso de substâncias ricas em resíduos e azeites voláteis) e álcool de 10 graus (para substâncias que contêm corpos gordurosos). Depois de filtradas, as tinturas conservam seu poder por muitos anos e são usadas puras ou diluídas, interna ou externamente.

Tisanas - Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com ervas. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes as tisanas são chamadas poções.

Torrefação - Esta operação tem dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades. Através da torrefação, o café se torna aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso. 

Vinhos medicinais - São preparados que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diurético. O método é simples: molha-se em álcool as ervas picadas e macera-se em vinho durante alguns dias. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.

Observações:
Para o preparo dos chás, recomenda-se o uso de recipientes esmaltados, inoxidáveis, de vidro, de barro ou de louça,
NUNCA de metal, alumínio, ferro ou estanho (podem alterar as propriedades terapêuticas do preparado).

Como medida, pode-se considerar: 1 colher (sopa) de folhas verdes equivale, aproximadamente, a 5 gramas; e, de folhas secas, a 2 gramas.

Para gargarejos, inalações, compressas e outros usos externos, a concentração dos chás deve ser mais forte do que para uso interno.
Se quiser adoçar o chá, utilize apenas mel.

Como a validade dos preparados naturais é curta, devem ser feitos apenas em pequenas quantidades, para consumo rápido, no caso dos chás, no mesmo dia.

Para as crianças, a dosagem a ser utilizada deve ser reduzida pela metade das que foram indicadas, que são para adultos.

Para obter um melhor resultado, aconselha-se tomar os chás longe das refeições (1 hora antes ou 2 horas depois), com exceção daqueles que são estimulantes do apetite.

Para afecções catarrais, pulmonares, de garganta, resfriados e afecções febris, deve-se tomar o chá quente.

As plantas medicinais, corretamente empregadas, representam extraordinário auxílio à recuperação. Utilizamos dezenas de plantas consagradas pelo uso.

Uma vez ou outra escuta-se falar de plantas "milagrosas", que as pessoas dizem servir para muitas doenças, inclusive aquelas mais sérias como o câncer, sífilis, diabetes e até mesmo AIDS. Recentemente é a babosa que anda ocupando a boca das pessoas. Os cientistas já observaram que ela pode ser útil no tratamento de alguns problemas. Evite realizar tratamento com uma mesma planta durante muito tempo.

Quando corretamente utilizadas, as plantas medicinais são poderosos auxiliares no tratamento e prevenção de muitos problemas de saúde.


Atenção:   Jamais use um tratamento natural sem conhecimento ou a supervisão de um profissional de saúde habilitado.


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