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O fucus é uma alga castanha, extremamente
abundante nos rochedos das costas do Atlântico, pacífico e mar do Norte, onde a
sua acumulação atinge 15-20cm de espessura, o talo é fixado ao rochedo por um disco basilar provido de
rizoídes. Tem sabor salgado ou insípido,
mucilaginoso.
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Nome Popular : Fucus, Alface do Mar, Cavalo Marinho, Cavalinho
do Mar e Alga Vesiculosa, no Brasil; Bodelha, Botilhão, Botelho, Botilhão
Vesiculoso, em Portugal; Lechuga do Mar, Fucu Vejigoso, Sargazo Veijigoso e
Encina Marina, em língua espanhola; Chêne Marin, Varech, Laitue Marine, Verech
Vesiculeleux, na França; Seeiche e Blasentang, na Alemanha, Bladderwrack,
Seawrack. Kelpware, Black-tang, Bladder Fucus e Cutweed, em inglês. Parte
utilizada: A alga inteira. Plínio descreveu o fucus com o nome Quecus marina
que era então utilizada para as dores das articulações. Muito utilizada no
século XVIII para o tratamento da asma e das doenças de pele, sendo seu uso
abandonado no início do século XIX quando Curfois descobre o iodo em 1811. O
fucus é arrancado dos rochedos pelas marés cheias e de novo lançado sobre estes.
Os anglo-saxões do litoral utilizavam-no na alimentação, e os franceses como
adubo. O principal e mais importante constituinte do fucus é o iodo, mas
também contém: bromo, óleo essencial, ácidos graxos livres, gomas, fucórdina,
ácido algênico, pectina e sais minerais (CI, K, Fe e P). O fucus é uma fonte de
elementos que são absorvidos do seu ambiente, os quais são transferidos para o
organismo humano pela alimentação. Por causa disto, o fucus é usado como
complemento em dietas. O fucus é recomendado para hipotiroidismo, obesidade e
disfunções da tireóide. Também é usado em fitocosmética como anti-celulítico.
O fucus é uma alga marinha e deve ser usado como coadjuvante nos tratamentos
de obesidade, acelerando o metabolismo. Atua como diurético suave, age na função
intestinal e pode ser usado também no tratamento das disfunções da tiróide.
Mecanismo de ação do Fucus
Fucus é um pó marrom avermelhado, com odor típico de algas marinhas e de
sabor mucilaginoso, iodado e salino contendo algina, manitol, betacaroteno,
zeaxantina, iodina, bromina, ácido algínico, fucose, manitol, fucoidina ( 60 %),
laminarina; Polifenóis; Oligoelementos; Sais minerais : iodo, potássio, bromo,
cloro, magnésio, fósforo, cálcio e ferro; Princípios amargos; Lipídeos
(glucosildiacilglicerídeos); Vitaminas e Provitaminas A e D. É indicada no
tratamento do hipotireoidismo e em disfunções da tireóide devido à grande
concentração de iodo, conferindo-lhe uma ação estimulante da tireóide,
favorecendo os processos catabólicos, regularizando a produção do hormônio
tireotrofina e acelerando o metabolismo da glicose e ácidos graxos, sendo este o
motivo do uso como coadjuvante em tratamentos de perda de peso. A algina
presente na alga atua como protetor das mucosas digestivas. Os sais de potássio
promovem ligeira ação diurética. O alginato de cálcio pode ser usado como um
hemostático local de ação rápida. A laminarina exerce uma ação
hipocolesterolemiante. Pela sua riqueza em elementos que absorve do seu meio
natural e que são transferidos para o organismo humano, é usado como complemento
da dieta.
Indicações do uso do Fucus
Pelo seu teor de iodo estimulo a tireóide regularizando a produção do
hormônio tireotrofina e acelerando o metabolismo de glicose e ácidos graxos.
Desta forma pode ser usado como auxiliar no tratamento da obesidade. Também
pela ativação do metabolismo e pela presença de mucilagens, promove um aumento
do trânsito intestinal, possuindo ainda ligeira ação diurética. Resumindo, o
fucus age como um estimulante natural da tireóide, depurativo do sangue,
complemento mineral e diurético. Uso Externo : - Decocção : aplicada sob a
forma de compressas. - Cataplasmas de algas frescas. - Banhos. -
Pomadas. - Pó : alginato de cálcio, aplicado sobre feridas como
cicatrizante.
Toxidade e Contra-indicações do Fucus
Quando a administração é feita de forma incontrolada ( freqüentemente
como automedicação para perder peso) ou em caso de hipersensibilidade pessoal,
pode haver a manifestação de um quadro de intoxicação pelo iodo presente, devido
a uma hiperatividade da tireóide, caracterizada por um quadro de ansiedade,
insônia, taquicardia e palpitações. Em virtude da possibilidade de conter metais
pesados na alga e a dificuldade de quantificar o iodo exatamente, recomenda-se a
prescrição somente de formas galênicas estandarizadas e especialidades com o
devido controle sanitário, preferivelmente em forma de cápsulas ou comprimidos
entéricos. É contra-indicada a prescrição de tinturas e extratos fluídos para
crianças menores de dois anos e para pessoas que estejam sendo submetidas à
desabituação alcoólica, devido a presença de álcool. Não se deve prescrever
também para pessoas que estejam fazendo tratamento com hormônios
tireoidianos.
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