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Zingiber officinale é uma planta decídua, perene, com espesso rizoma ramificado, com um robusto talo vertical e folhas lanceoladas pontiagudas. Flores verde-amarelo, com um lábio cor purpúrea manchado de amarelo, aparecem no verão e são seguidas por três cápsulas carnosas. Zingiber officinale já era cultivado desde tempos antigos para fins medicinais e culinários. Era considerado um artigo sujeito a taxação pelos romanos nos anos 200. Foi mencionado na literatura médica chinesa durante a última dinastia de Han (25-220 DC). Na medicina Ayurvédica, Zingiber officinale é conhecido como "medicamento universal" e, tanto na medicina Ayurvédica como na chinesa, está presente em aproximadamente a metade de todas as prescrições. Gengibre é rico em óleos voláteis, gingerol e shogaol. Shogaol, que é um produto da quebra do gingerol produzido durante a secagem, é duas vezes mais pungente que o gingerol. Então o Gengibre seco é mais quente que o fresco e é usado para propósitos diferentes na medicina chinesa. Zingiber officinale também é de importância mundial como tempero. Outras espécies usadas para fins culinários incluem: os do sudoeste asiático, Zingiber cassumar, Zingiber mioga (gengibre japonês) que tem um aroma parecido com o da bergamota e Zingiber zerumbet (gengibre selvagem ou gengibre amargo) que é uma espécie da Indo-Malasia. Zingiber zerumbet contém zerumbone, um componente citotóxico usado na China para tratar câncer. As partes usadas são os rizomas e óleo; as plantas precisam de uma estação de crescimento de 10 meses para ótima produção de rizoma que são colhidos quando os ramos secaram e a planta está dormente. Eventualmente é colhido durante a estação crescente, para usos onde a falta de fibras é importante. Os rizomas maduros são descascados ( alvejados), ou deixados com cascas (cobertos) antes de serem armazenar inteiros, ou macerados para uso em infusões, decocção, tinturas e pós. O óleo é destilado de rizomas secos não descascados. É uma erva pungente, adocicada, aromática, aquecedora, expectorante, que aumenta a transpiração, melhora a digestão e a função do fígado, controla náusea e vômitos, tosse, estimula a circulação, relaxa espasmos e alivia dor. A erva é usada medicinalmente, interiormente para enjôo de movimento, náusea, enjôo matutino, indigestão, cólicas, calafrios abdominais, resfriados, tosses, gripes e problemas circulatórios periféricos. Não deve ser dado aos pacientes com queixas de inflamações na pele, úlceras da área digestiva ou febre alta. Externamente para dor espasmódica, reumatismo, lumbago, cãibras menstruais e deslocamentos. Freqüentemente combinado com Rheum palmatum e Gentiana lutea para reclamações digestivas. Na medicina chinesa, interiormente, para tosses, resfriados, diarréia, vômito e dor abdominal associada ao resfriado (rizoma fresco), hemorragia uterina e sangue na urina (rizoma fresco carbonizado); abdômem inchado e edema (casca do rizoma); frieza associada com choque, perturbações digestivas que surgem de energia deficiente do baço, e bronquite crônica (rizoma seco). Os rizomas novos e frescos (gengibre verde) são usados na culinária e consumidos cru, preservados em xarope, e doces, também usado em molhos picantes, pepinos em conserva, pratos de carne e peixe, sopas e marinadas. Gengibre em conserva é usado na arte culinária japonesa, especialmente para temperar sushi. Gengibre seco e moído e também o óleo é usado como condimento para dar aroma e sabor a bolos, biscoitos, molhos e bebidas leves. Óleo aromático é usado na perfumaria.
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