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É uma árvore de origem asiática é considerada pelos botânicos
como um fóssil vivo, sendo o único exemplar dessa família, e ancestral do
carvalho. No
Ocidente começou a ser estudada há cerca de 15 anos, embora já fosse conhecida
como planta ornamental em numerosos países de climas bem diferentes. O ginkgo
tem capacidade de se adaptar às mais precárias condições ambientais, sendo
resistente à poluição moderna.
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- Foram
encontrados fósseis de ginkgo, no Irã e na Espanha, com 220 e 150 milhões de
anos, respectivamente. É uma árvore de grande altura e de crescimento muito
lento. As suas folhas devem ser colhidas no início do outono. Contém uma resina
que protege das alterações ambientais, e consegue absorver as substâncias
poluentes da atmosfera. Poucas vezes é atacado por insetos e fungos os quais
causam estragos mínimos. Observa-se igualmente uma pronunciada resistência a
bactérias, vírus e às ações mutagênicas das radiações, fato que pode explicar a
sua sobrevivência após a explosão da bomba atômica em Hiroshima, onde foi a
primeira manifestação de vida ocorrida após a explosão.
Suas folhas
devidamente desidratadas, normalmente podem ser administradas na forma
farmacêutica de comprimidos ou cápsulas, embora na Medicina Tradicional Chinesa,
os frutos e as sementes eram preferidos às folhas.
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- Mecanismo de ação do Ginkgo
Nas folhas de Ginkgo encontramos quercetina canferol, catequina,
terpenos, flavonóides, glicosídeos e bioflavonóides como ginkgetin e
isoginkgetin. Este complexo de princípios ativos atua em casos de distúrbios
circulatórios arteriais, tais como vertigem, cefaléia, dificuldade de
concentração, perda de memória e diminuição da capacidade auditiva e
intelectual, devido à má irrigação cerebral. Atua previamente na isquemia,
angiopatias e certas formas de flebite. O Ginkgo possui uma característica
particular, a de melhorar as propriedades fluídicas do sangue através da
diminuição da sua viscosidade, favorecendo a perfeita alimentação e oxigenação
dos tecidos. O Ginkgo tem atividade sobre os radicais livres e é empregado em
tratamentos estéticos, devido a sua propriedade anti-inflamatória e
anti-oxidante, protegendo dos raios UV e Gama. Atua como profilático do
envelhecimento celular, inibindo a destruição do colágeno e a despolimerização
do ácido hialurônico; reativa o metabolismo celular e promove regularização das
secreções sebáceas, em peles secas e desidratadas. Úlceras dérmicas, decorrentes
de um abastecimento deficiente de oxigênio e substâncias nutritivas também podem
ser tratadas com Ginkgo . Os mecanismos de ação fundamentais do ginkgo se
situam a nível de membrana celular, em que ele age mantendo a integridade da
estrutura membranosa através da sua capacidade de combater a peroxidação
lipídica das membranas por agir sobre os radicais livres. O ginkgo age
inibindo a destruição do colágeno e a despolimerização do ácido hialurônico.
O ginkgo tem ação preventiva e curativa contra agressões endógenas e
exógenas, tais como fenômeno de oxidação devido à presença de radicais livres;
ação antiinflamatória e de prevenção do envelhecimento. O ginkgo atua como
estimulante da circulação sangüínea, atuando na circulação arterial, venosa e
capilar, agindo na insuficiência vascular periférica. Aumenta a resistência
capilar e atua efetuando uma vasodilatação dos vasos arteriais dos membros,
mantendo a perfusão tissular. Reforça o tônus vascular a nível venoso,
auxiliando a depuração de resíduos metabólicos Tem a capacidade de diminuir a
hiperagregação plaquetária, atuando em processos trombóticos. Age também
diminuindo a agregabilidade das hemácias e tem ainda uma ação protetora contra a
lise (quebra) dos eritrócitos (glóbulos vermelhos). Regulariza a
permeabilidade capilar, age inibindo a hiperpermeabilidade mediada pela
bradicinina e histamina, além de apresentar uma ação inibitória do PAF (fator
ativador de plaquetas) um mediador presente em respostas alérgicas como a
asma. A nível cerebral permite a diminuição das desordens da memória,
distúrbios de atenção, diminuição da capacidade auditiva, casos de vertigens,
preservando por mais tempo autonomia e qualidade de vida. Ativa o metabolismo
energético das células, aumentando o consumo de glicose e oxigênio influenciando
no aumento da síntese de ATP (trifosfato adenosina) a nível cerebral.
Alonso(1998) menciona que o ginkgo possui ação antioxidante, antiagregante
plaquetária e circulatória. É mundialmente utilizado para melhorar a circulação
vascular periférica, o metabolismo cerebral, e memória. No homem especialmente,
ajuda no desempenho sexual. Possui também propriedades antiinfecciosas.
Indicações do Ginkgo Biloba
Os chineses sempre usaram o ginkgo como tônico para o coração e os
pulmões. Chamavam-no de “árvore da vida”, e tinha propriedade de eliminar a
“fleuma”, pois facilitava a drenagem de secreções e líquidos (catarro, urina,
etc.).Era também usado externamente em banhos de assento para hemorróidas. O
ginkgo é indicado como fitoterápico no tratamento de micro-varizes, úlceras
varicosas, cansaço nas pernas, dores nas pernas, artrite dos membros inferiores.
Processos causados pelo abastecimento deficiente de oxigênio e substâncias
nutritivas. Casos de dor, palidez e cianose das extremidades com sensação de
frio. É indicado em casos de vertigens, deficiências auditivas, perda de
memória, isquemia cerebral ou periférica e sobretudo em dificuldades de
concentração. O ginkgo pode ser utilizado como tratamento profilático do
envelhecimento celular e tratamento estético pela sua ação protetora contra
radicais livres e pela inibição da destruição do colágeno. O ginkgo é
recomendado no tratamento dos processos vasculares degenerativos. Eficiente em
distúrbios cerebrais, como perda de memória, problemas de equilíbrio, vertigens
e zumbidos. Age também contra problemas originados por insuficiência na
circulação, e eventuais problemas causados por isso, como a impotência e
diminuição na visão. Combate o avanço do Mal de Alzheimer. Também é
importante no tratamento de doenças oclusivas do sistema vascular periférico,
tais como claudicação intermitente, doença de Raynaud, acrocianosi e síndrome
pós-flebite, e no tratamento de desordens no ouvido interno, tais como zumbidos,
vertigens e tonturas de origem vascular e involutiva. O ginkgo biloba não
possui contra indicações descritas em literatura, no entanto deve-se ter
cuidados quanto à hipersensibilidade. Estudos pré-clínicos demonstram não
existir qualquer efeito nocivo sobre a reprodução, mesmo assim o uso durante o
primeiro trimestre de gestação e durante a amamentação deve ser sob orientação
médica. Não deve ser utilizado em crianças abaixo de 12 anos de idade, pois
não existem estudos disponíveis nesta faixa etária.
Interações medicamentosas
Não existem informações na literatura com relação a precauções gerais ou
interações medicamentosas, porém desaconselha-se associar a antiagregantes
plaquetários, por riscos de potencializar os efeitos.
Reações adversas e alterações de exames laboratoriais
Podem ocorrer distúrbios gastrointestinais, cefaléia e reações alérgicas
cutâneas ou transtornos circulatórios (queda de pressão arterial, lipotímia,
cefaléia). Nenhuma informação está disponível em relação a precauções gerais ou
interações da droga em testes de laboratório.
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