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Chegamos ao derivado mais
gorduroso do leite: a manteiga. É só bisbilhotar seu processo de fabricação
para entender porque algumas marcas batem na casa dos 84% de gordura, com
predomínio de ácidos graxos saturados, os mais perigosos para o coração. A
manteiga é derivada daquela camada de gordura excluída no processo de obtenção
do leite desnatado. Esse material é, então, pasteurizado e recebe alguns fermentos
lácticos próprios. Em seguida, é batido insistentemente, o que separa o soro do
leite da massa gordurosa compacta a manteiga.
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MARGARINA X
MANTEIGA
Quais são as diferenças entre margarina e manteiga?
Ambas têm a mesma quantidade de calorias.
A manteiga tem
um pouquinho mais de gordura saturada - 8 gramas contra - 5 gramas.
A margarina é tão
gordurosa quanto a manteiga. Seu teor de lipídios varia entre 60 e 80%, da
composição total do produto. "A grande diferença é a sua origem"
segundo Análises da
Universidade Federal de Minas Gerais. De gordura do leite mesmo possui, no
máximo, 3%.
O restante vem de outros lipídios e, principalmente, de óleos de
origem vegetal, que não fornecem colesterol ao produto. Algumas margarinas
ainda são enriquecidas com fitosteróis, substâncias encontradas nos óleos
vegetais que reduzem os níveis totais de colesterol no sangue.
Apesar da aparente
vantagem, as margarinas estão com má reputação, desde que se descobriu que elas
contêm ácidos graxos trans - moléculas que agem como uma gordura saturada,
aumentando o colesterol ruim. Os fabricantes garantem que reduziram a presença
das trans, entretanto, os rótulos não costumam trazer nenhuma
informação a esse respeito.
Comer margarina pode aumentar em 53% a incidência de
doenças cardíacas em mulheres, quando consumida na mesma quantidade que
a manteiga, segundo um estudo recente da Universidade de Harvard.
Comer manteiga aumenta a absorção de muitos nutrientes
presentes em outros alimentos. A manteiga traz mais benefícios nutricionais,
enquanto o pouco que a margarina traz lhe foi
adicionado!
A manteiga é muito mais gostosa do que a margarina e
pode melhorar o sabor de outros alimentos. A manteiga existe há séculos e a
margarina há menos de 100 anos.
Agora,
sobre a margarina:
- - tem teor altíssimo de ácidos graxos tipo
trans;
- - triplica o risco de doenças
coronarianas;
- - aumenta o nível de colesterol total e o de LDL (o
"mau"
colesterol);
- - reduz o nível de colesterol HDL (o "bom"
colesterol);
- - aumenta, em cinco vezes, o risco de
câncer;
- - reduz a qualidade do leite
materno;
- - deprime a resposta
imunológica;
- - reduz a reação
insulínica...
E o fato mais perturbador: a diferença entre o plástico
e a margarina é de UMA MOLÉCULA.
Basta saber disso para evitar, por toda a vida, a
margarina e tudo o que for hidrogenado (isto significa que acrescentaram
hidrogênio, mudando a estrutura molecular
da substância).
Você pode experimentar por si mesmo. Compre uma
embalagem de margarina e deixe-a aberta em sua garagem ou algum lugar sombreado.
Em poucos dias, você vai notar duas coisas:
- nenhuma mosca (nem aquelas terríveis mosquinhas das frutas) vai chegar perto dela (isso deveria
lhe dizer alguma coisa);
- não vai apodrecer, nem ficar com cheiro esquisito.
Como não tem nenhum valor nutritivo, nada crescerá nela, nem mesmo aqueles
microrganismos minúsculos encontrarão ali um lar para viver.
Por que?
Porque é quase plástico.
E você derreteria seus potes de plástico para passar no
seu pão?
Texto do Dr. José Geraldo Ferreira Gonçalves,
do Instituto de Patologia Clínica Hermes Pardini
A QUALIDADE DE VIDA, NÃO DEPENDE APENAS DO NOSSO MÉDICO,
MAS DO CONHECIMENTO QUE ADQUIRIMOS E QUESTIONAMOS TODOS OS
DIAS.
- Por dentro do leite
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- A gordura é fundamental para os laticínios: os ácidos
graxos – saturados e insaturados – são os grandes responsáveis pelo sabor e
textura desses alimentos, e representam cerca de 97% da gordura do leite. Os
outros 3% correspondem a gorduras mais complexas, como o colesterol. "Seu
teor não atinge nem 1% da gordura original do leite bovino, por outro lado, é
preocupante porque são moléculas difíceis de serem eliminadas pelo
organismo", segundo o Departamento de
Engenharia Química e de Alimentos da Escola de Engenharia Mauá de São Caetano
do Sul, em SP.
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- Acerte no azeite
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- Mesmo
o líquido nobre das oliveiras merece certos cuidados na dose que vai para o
prato. Em primeiro lugar, porque ele possui a mesma quantidade de calorias do
que qualquer outro óleo. Portanto, engana-se quem pensa que pode abusar sem
correr risco de ganhar quilinhos extras. Além disso, muitos produtos que se
autodenominam azeites são na verdade misturas de diferentes óleos vegetais,
perdendo assim seus atributos cardíacos. Para não levar gato por lebre é preciso
ficar sempre de olho no rótulo e no tipo do azeite.
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- Óleos de cozinha: os
prós e contra de cada tipo
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- Óleo de milho, soja, girassol, canola... São tantas as
opções disponíveis nas prateleiras dos supermercados que, às vezes, fica difícil
saber qual é a mais saudável. A semelhança entre eles, porém, limita-se ao tom
amarelado. Isso porque esses óleos vegetais possuem teores diferentes de
gorduras saturadas e insaturadas, como ficou provado na última análise
realizada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia).
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- De acordo com o estudo, o
óleo de milho deve ser evitado. "Ele possui grande quantidade de ácidos
graxos saturados e baixo teor de poliinsaturados, como o ômega 3".
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- Já o de canola é um caso a
parte. Dos óleos vegetais analisados, ele tem disparado o maior percentual de
gorduras monoinsaturadas, consideradas benéficas por reduzir o colesterol no
sangue. "É o óleo mais indicado para se ter na cozinha. Seu único
inconveniente é o preço: cerca de 50% superior ao dos demais". Em uma escala de qualidade deve-se
optar, em seguida, pelo óleo de soja - rico em ômega 3 - e pelo de girassol,
que possui pouca gordura saturada.
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- As gorduras
também são bem-vindas
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- Quando pensamos em um
cardápio saudável vamos logo riscando os alimentos gordurosos da lista. Mas,
por mais que as gorduras – ou lipídios, como são chamadas pelos especialistas –
sejam vistas como verdadeiras vilãs, não podem ser completamente banidas do
prato. Além de dar sabor à comida, elas são essenciais para o bom funcionamento
do organismo. "As membranas das células precisam de gorduras para se
formar".
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- As vitaminas A, D, E e K também dependem
delas para circular no sangue. Os lipídios são a
principal fonte de energia utilizada pelo corpo para realizar suas diversas
funções. Cada grama de gordura tem 9 calorias, mais do que o dobro do que a
proteína ou o carboidrato - ambos fornecem 4 calorias por grama. Essa aparente
vantagem, na verdade, é um fator preocupante para muita gente. Quem exagera na
dose de gorduras tem um efeito colateral desastroso: o que não é gasto pelo
organismo acaba sendo armazenado no tecido adiposo, sob a pele. Resultado: o
ponteiro da balança aumenta e com ele, o risco de uma série de doenças, entre
elas obesidade, diabete e problemas cardiovasculares.
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- Mais uma vez, a lei do
equilíbrio – saber controlar a quantidade e o tipo de gordura no prato – é a
melhor saída. "Recomenda-se a ingestão de 25% a 35% das necessidades
calóricas diárias, que variam de indivíduo para indivíduo, em forma de
gorduras".
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- Por que as frituras
são perigosas
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- As frituras são temidas por aumentar o colesterol e as
calorias da alimentação. Isso porque parte da gordura da frigideira acaba sendo
absorvida pelo alimento. Contudo, muita gente tem dificuldade em excluí-las do
menu. "Essa é uma medida radical desnecessária para quem não tem problemas
cardíacos". "Quando não ingeridas em excesso elas podem ser incluídas na
dieta, sem provocar danos à saúde".
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- Mesmo assim, é preciso
tomar alguns cuidados. Para começar, evite óleos de origem animal, como a banha
de porco e a manteiga, pelo simples fato de eles possuírem um teor bastante
alto de gordura saturada. Para forrar a frigideira, dê preferência aos óleos
vegetais, especialmente aos de soja e de canola ou ao azeite de oliva.
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- Outra prática proibida é
reaproveitar o óleo em mais de uma fritura. "A cada reutilização há maior
oxidação das moléculas da gordura. Isso aumenta a quantidade de radicais livres
no líquido quente".
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