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A Venezuela é um dos principais produtores desta fruta com mais de
mil hectares plantados. Cientistas mexicanos descobriram que as sementes da graviola são um poderoso inseticida que acaba com o mosquito transmissor da dengue, e que inclusive destrói as larvas do inseto. "Este bioinseticida não só é mais efetivo que os praguicidas tradicionais, mas é resistente à luz e menos agressivo ao meio ambiente", de acordo com os cientistas da Faculdade de Biologia da Universidade de Veracruz, no Golfo do México. Verónica Domínguez, especialista em biologia molecular dessa universidade, disse que este inseticida natural poderia ajudar nas estratégias mundiais para o controle da dengue. Após vários testes com extratos naturais e inseticidas químicos comerciais, o grupo de trabalho descobriu o agente contra o inseto nas sementes de graviola. Domínguez acrescentou que a substância inibe as mudanças morfológicas, detém a metamorfose do inseto e impede que passem para fase adulta. A especialista disse que os resultados de sua pesquisa mostram que este bioinseticida abre possibilidades para o controle da doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dois quintos da população mundial correm o risco de ser infectada pela doença, e que mais de cem países foram atingidos por epidemias de dengue ou dengue hemorrágica. A OMS estima que, anualmente, ocorrem mais de 50 milhões de casos de contágio de dengue e dengue hemorrágica, dos quais meio milhão de são hospitalizados, com cerca de 20 mil mortes. A pesquisadora mexicana explicou que um dos principais problemas enfrentados pelo homem em sua luta contra a dengue é a resistência desenvolvida pelo mosquito Aedes aegypti aos inseticidas convencionais, assim como a rápida adaptação do inseto a diferentes ambientes. Por se tratar de uma fruta com riquíssima composição nutricional, a graviola apresenta inúmeras propriedades terapêuticas, podendo ser utilizada em sua totalidade. Aproveitam-se as folhas, as flores, os brotos, os frutos verdes ou maduros. A graviola pode ser utilizada sob a forma in natura, sob a forma de chás, preparada como cataplasmas que são sobrepostos diretamente nas afecções cutâneas e também em cápsulas que contêm os princípios nutricionais desta maravilha da natureza. Porém, uma das maiores descobertas sobre a graviola foi sua sensacional capacidade de agir contra as células do câncer, mostrando em testes em laboratório um potencial extraordinário. Dentre as propriedades terapêuticas da graviola pode-se destacar o seu potencial diurético, adstringente, vitaminizante, antiinflamatório, anti-reumático, bem como sua propriedade antiespasmódica, antitussígena e anticancerígena. É boa fonte de vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, incrementando o cardápio com vitaminas e minerais, bom para a saúde. É ruim para pessoas com caxumba, aftas ou ferimentos na boca, que devem evitar consumi-la in natura, pois sua acidez é irritativa e pode provocar dor.
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