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Beber Água Pura
e Fresca
É um
bom hábito tomar, pela manhã, em jejum, um copo de água pura e fresca, e outro
copo à noite, antes de deitar. Isso auxilia os rins e a bexiga em seu processo
eliminatório e na regularização da temperatura do organismo. Durante o dia, o
consumo de água ideal é de, no mínimo, 2 litros, numa temperatura agradável. O
hábito de beber água regularmente, resulta num aspecto saudável, com pele sedosa
e limpa.
Caminhar
na Água
Segundo Mons.
Sebastião Kneipp no livro O MÉDICO
DA ÁGUA, "caminhar na
água é um recurso terapêutico muito importante, que atua sobre os rins,
preservando-os das doenças". Além disso, é bom para a bexiga, facilita a
respiração, expulsa os gases do estômago e combate a dor de cabeça. O caminhar
na água pode ser feito dentro de uma banheira, na qual se coloca um pouco de
água fria, até à altura dos tornozelos. O paciente, em pé, faz movimentos com os
pés como se caminhasse. Gradualmente, aumenta-se o nível da água, até que atinja
a panturrilha (barriga da perna) e finalmente os joelhos. Este exercício deve
durar de 5 a 10 minutos. Ao sair da banheira, faz-se movimentos com as pernas
para restaurar a temperatura ideal.
Caminhar Sobre
Grama Molhada
Esse exercício tem duração de aproximadamente 45 minutos, e
deve ser feito pela manhã, antes do nascer do sol. É especialmente indicado para
activar a circulação sanguínea e acalmar o sistema nervoso. Após o exercício,
enxugar os pés, vestir meias secas e calçados confortáveis, e fazer uma leve
caminhada em terreno seco e plano.
Banho de
Imersão
Banho feito em
banheiras, com água fria ou quente.
FRIO:
Deve ser
rápido, com duração máxima de 2 minutos. E indicado para baixar febres, acalmar
o sistema nervoso e activar a circulação.
QUENTE:
Tem duração de
20 minutos e pode ser potencializado através de chás medicinais, tais como
cavalinho, palha de aveia, flores de feno, samambaia do mato, alfafa, eucalipto
etc. Coloque também um pouco de sal grosso na água. Depois do banho, tome uma
rápida ducha de água fria, para fechar os poros. Este banho é especialmente
indicado para combater doenças artríticas e reumáticas.
Fricções
Consiste em massagens metódicas ao longo do corpo, com uma
toalha de banho molhada em água fria. Inicia-se a fricção no umbigo (1),
descendo até o pé direito (2); de volta ao umbigo, desça ao pé esquerdo(3).
Dobre a toalha e massageie o tórax e a virilha (4); em seguida massageie o
pescoço e o braço direito e a lateral da perna direita, até o pé (5). De volta
ao pescoço, repita o procedimento no lado esquerdo do corpo (6). Em seguida,
repita no lado direito das costas e no lado esquerdo (7); depois passe por entre
as pernas e finalmente estenda a toalha no chão e pise sobre ela (8). Na
passagem de um membro a outro, a toalha deve ser dobrada, para que esteja sempre
resfriada. Este procedimento deve ser feito próximo ao leito, para que o
paciente possa deitar-se e agasalhar-se logo após terminá-lo.
As fricções são especialmente indicadas nas seguintes
enfermidades:
• Angina do peito • Beribéri • Distúrbios da
gravidez • Distúrbios nervosos • Impotência • Insônia • Prostatite
Água fria
A Água fria excita fortemente a sensibilidade periférica, e a excitação
experimentada é levada, por via centrípeta, até os centros corticais, produzindo
diversos reflexos, dos quais para nós os mais interessantes ocorrem na
periferia, nos vasos superficiais e nos órgãos subjacentes na pele.
O sistema nervoso sensitivo, excitado na totalidade das suas ramificações
periféricas, é estimulado e melhorado nas suas funções, produzindo, no
indivíduo, uma sensação de bem-estar, e a pessoa se sente reanimada, alegre e
disposta para o trabalho. O sistema nervoso recobra o seu tom. Por isso se pode
dizer que a água fria é um tônico para o sistema nervoso. A aplicação de água
fria ao corpo ao mesmo tempo tônica e sedativa, regulariza as funções nervosas e
é indicada na luxação.
Quando a água fria toca a pele, os vasos periféricos se contraem, o coração
retarda momentaneamente suas batidas e a pressão arterial aumenta. Ao cabo de alguns segundos graças ao
relaxamento dos vasos periféricos, a pele se torna mais corada. Baixa a pressão
arterial e o coração acelera suas batidas.
Na aplicação de água fria verificam-se, pois, duas fases : em primeiro lugar
a vasoconstrição e hipertensão:
em segundo lugar a vasodilatação e hipotensão. Logo em seguida, a -circulação
volta, nos indivíduos normal;. ao seu estado habitual.
A vasoconstrição produzida pelo contato da água fria, é, pois, um reflexo de
defesa destinado a diminuir a perda de calor. Nesse ato é modificada a
distribuição da massa sangüínea Que conduz o calor. O sangue é afastado da
periferia e impelido para dentro. Em resultado, há aumento de calor interno, e,
em seguida, nas aplicações rápidas de água fria, vem a irradiação do calor do
centro para a periferia, em virtude da vasodilatação, graças à qual o sangue é
enviado, em abundância, do centro para a periferia.
Nas aplicações mais prolongadas de água fria, a fase da vasoconstrição é mais
demorada e a fase da vasodilatação é menos rápida e menos ativa, maior é o
esfriamento do corpo e mais lento o seu aquecimento.
Nas aplicações demasiadamente prolongadas, o aquecimento pode
faltar.
Água quente
A água quente produz, como a água fria, a excitação da sensibilidade
periférica e determina quase igual série de reflexos. A principal diferença é
que a água fria é mais tônica e sedativa que a água quente. Outrossim, a
aplicação demasiadamente longa desta última é deprimente.
Com água quente também se verificam as duas fases já mencionadas:
1- vasoconstricção com hipertensão
2-vasodilatação com hipotensão.
A princípio há, com a aplicação de água quente, produção de muito calor.
Depois a defesa orgânica contra a elevação da temperatura interna se efetua por
meio de uma vasodilatação periférica enérgica, e por transpiração se a aplicação
é de duração suficiente.
As aplicações hidroterápicas frias ou quentes têm, em seus efeitos sobre o
corpo humano, a pele como intermediário. Da superfície da pele parte a impressão
sensitiva que constitui a reação da sensibilidade, o reflexo vasomotor que
provoca a reação circulatória, e o reflexo térmico que regula, por meio dos
vasomotores, o gasto de calor periférico.
Por outro lado, o estado da pele também sofre modificação. As duas fases -
vasoconstrição e vasodilatação
- a afetam especialmente, de vez que os capilares cutâneos são os mais
diretamente interessados. A pele fica, sucessivamente pálida, e, logo em
seguida, rosada, em virtude dos movimentos vasculares, graças aos quais a pele
pode desempenhar-se mais facilmente das suas funções das quais, a que mais nos
interessa no momento, é a eliminação das substâncias morbosas, pela freqüente
transpiração, este resultado pode ser alcançado tanto com água fria como com
água quente, mas o efeito da primeira é maior.
A hidroterapia, como tratamento capaz de operar profundas modificações no
organismo, tem igualmente influência sobre a nutrição, pois está comprovado que
este tratamento aumenta o número de glóbulos vermelhos e de glóbulos brancos do
sangue, aumenta a taxa de hemoglobina, age sobre a excreção urinária, tem efeito
sobre a evacuação, aumenta a eliminação das matérias azotadas e do ácido úrico,
ele.
Banhos quentes
Os banhos quentes (de 37° a 40°C) são tônicos se são curtos (5, 10 ou lá
minutos). Sendo mais demorados, ou muito freqüentes, tornam-se deprimentes. Inicialmente a temperatura
da água deve ser morna ou neutra (30° a 35°C) ; vai-se acrescentando água quente
aos poucos, até que a temperatura chegue a 40°C. Quem não está acostumado a
tomar banhos quentes, deve começa com banhos rápidos, digamos de 5 minutos,
aumentando um pouco a duração em cada banho seguinte. Estes banhos se recomendam
aos obesos, aos que sofrem de gota, podagra, reumatismo, às pessoas predispostas
aos espasmos; recomendam-se também para aliviar convulsões, etc.
No começo da febre escarlatina, do sarampo, da rubéola, um banho quente de 10
minutos, faz aparecer a erupção. O banho quente também é bom para provocar o
aparecimento da menstruação e para aliviar a menstruação dolorosa. O banho
quente faz suar e ajuda a eliminar as substâncias morbosas que o corpo
envenenado por um falso modo de viver é demasiado fraco para por si mesmo
expulsar. Antes de se tomar um banho quente, deve-se tomar copiosa quantidade de
água fria. Durante o banho é bom aplicar compressas frias à cabeça, para evitar
a congestão cerebral.
À água do banho acrescenta-se o cozimento de folhas de eucalipto, cavalinha,
flores de feno, e outras plantas. Imediatamente ao sair do banho quente, deve a
pessoa tomar um choque de água fria. Pode tomar um chuveiro frio, rápido, de
meio minuto, ou alguém derramar-lhe água fria por cima. Isso para evitar que se
resfrie.
Banhos neutros
Os banhos neutros (33° a 36°C - 10 a 20 minutos) são bons para as pessoas
enfermas, para os débeis, anêmicos, reumáticos, nervosos, para os que sofrem de
insônia, etc. Se se toma o banho para combater a insânia, etc. Se se toma o
banho para combater a insônia, toma-se imediatamente antes de se deitar. À água
do banho pode-se acrescentar o decocto de muitas plantas medicinais. Durante o
banho, é bom refrescar a cabeça com água fria. No fim toma-se um chuveiro frio
rápido.
Banhos frios
Os banhos frios (8° a 15°C) de imersão, não devem durar mais do que 1/2 a 1
minuto. Os de chuveiro podem durar um pouco mais. Boa praxe é começar com um
banho bem curto e estender a duração em cada banho seguinte.
Pode-se tomar o banho frio de manhã e de noite, imediatamente antes de
deitar-se, mas pelo menos duas horas depois da comida.
Ao entrar no banho, é preciso que o corpo esteja quente. Quem sente frio deve
esquentar-se antes do banho, mediante exercícios físicos, fricções no corpo, ou
mediante um banho quente.
As pessoas debilitadas, os enfermos de enfermidades crônicas, devem, para
fortificar-se, começar com banhos frios parciais (pedilúvios, banhos de assento,
banhos de tronco, afusões), pois se começassem diretamente com os banhos frios
totais, os mesmos poderiam fazer-lhes mais mal do que bem. Depois de
experimentarem a eficácia dos banhos parciais, poderão tomar banhos frios de
corpo inteiro. Ou, então, poderiam começar com banhos totais, quase mornos e
reduzir a temperatura da água em cada banho subseqüente até que suportem bem o
banho frio.
os banhos frios rápidos têm efeito fortificante sobre o sistema nervoso.
Quando prolongados podem ocasionar resfriamento, a menos que se observem
freqüentes intervalos para fricções.
São muito usados os banhos frios para diminuir a febre, inclusive a febre
tifóide.
Banhos quentes de assentos
Põe-se na banheira água à temperatura de 38°C aproximadamente. A água pode
chegar até o umbigo.
Aumenta-se gradativamente a água até 45°C.
Quem não tiver banheira própria para banhos de assento, pode usar uma bacia
funda, ou arranjar uma tina ou adaptar um barrilote de madeira. À água do banho acrescenta-se o
decocto de plantas medicinais indicadas neste livro. Mantém-se fresca a cabeça
com uma compressa de água fria. Os pés devem estar mergulhados em água quente
(43° a 48°C), num balde, lata ou bacia. O corpo deve estar bem agasalhado.
Durante o banho deve beber-se água fresca. A duração do banho pode ser de 10 a
20 minutos. Os banhos de assento quentes servem para atrair o sangue para os
órgãos abdominais. Empregam-se, com excelentes efeitos, na congestão da cabeça,
nas perturbações da digestão, nas enfermidades do estômago, do intestino, do
fígado, dos órgãos sexuais, dos rins, do coração, dos olhos, da garganta, etc.
Empregam-se para aliviar as dores na menstruação, na micção difícil das pessoas
idosas, nas hemorróidas, e em outros casos em que haja dores no baixo ventre;
também nas inflamações do útero, dos ovários, da vagina, da bexiga, etc.
Especialmente nas cólicas e nos cálculos do fígado, dos rins, e da bexiga, o
banho de assento bem quente tem considerável efeito anódino, isto é, alivia
grandemente as dores. Ao levantar-se do banho toma-se uma afusão de água fria
nos quadris, não, porém, nos casos de menstruação e micção
difícil.
Banhos neutros de assento
A temperatura da água é de 33° a 37°C. Os efeitos dos banhos neutros são, em
menor grau, paralelos aos
dos banhos quentes. Também aqui o decocto de plantas medicinais, acrescentado
à água do banho, traz bons resultados. Tomados nos últimos dois meses da
gravidez cada dia, durante 15 minutos, esses banhos são muito úteis para
facilitar o parto. Além disto, facilitam o sono.
Banhos frios de assento
A temperatura da água é de 8° a 15°C. Bom é começar com uma temperatura quase
morna e baixá-la em cada banho seguinte. A quantidade de água deve ser
suficiente para cobrir os quadris, ou seja, tanta quanta chegue até o umbigo. A
duração é de 2, 3, 4 ou 5 minutos. Os pés devem estar mergulhados em água quente
(40° a 43°C).
São muito importantes, especialmente para o abdômen, pois regulam a
circulação do sangue nesta região do corpo. Aplicam-se nas moléstias abdominais,
nas hemorragias, nas hemorróidas, na clorose, na digestão fraca, na prisão de
ventre, na dilatação do útero após o parto, na insônia, no nervosismo, em casos
de hemorragia do útero, da vagina ou dos intestinos. Tomam-se preferivelmente de
manhã, ao levantar-se, e de noite, ao deitar-se, num recinto quente. Deve-se
estar agasalhado a fim de evitar o resfriamento.
Ao sair do banho, deve-se friccionar bem os quadris, para aumentar os efeitos
estimulantes sobre a circulação.
Banhos de assento alternados
É necessário ter duas tinas: uma com água quente (35° a 37°C) e outra com
água fria (8° a 15°C).
Acrescenta-se à água quente o decreto de folhas de eucalipto, cavalinha,
flores de feno, ou outras ervas medicinais.
A duração do banho é de 15 a 20 minutos. Cada 5 minutos a pessoa em
tratamento sai da água quente e senta-se, 1 minuto, na água fria. O banho
alternado, de assento, produz bom efeito em casos de reuma-tismo, espasmos dos
rins e da bexiga, cálculos, afecções do aparelho urinário, etc.
Banhos de tronco
Os banhos de tronco, como o próprio nome diz, abrangem somente o tronco.
Usa-se, para esta espécie de banhos, uma tina com as costas bem inclinadas para
trás. A água deve chegar até os quadris ou até o umbigo. A temperatura da água é
entre fria e morna, ou seja, de 17° a 25°C. Os pés não são postos em água. O
tronco fica recostado ao espaldar da tina, ou seja, fica numa posição entre
sentado e deitado.
As partes não banhadas do corpo, como sejam os ombros, o peito, as pernas e
os pés, devem ser aga-salhados com um cobertor ou com roupas ou com panos de
flanela ou lã. Fricciona-se constante e ener-gicamente, mas sem violência, o
baixo ventre, sempre a partir do umbigo para baixo e para os lados, com um pano
grosso, até que o corpo se refrigere. O arrefecimento necessário vem depois de
10 ou 15 minutos. Para diminuir ainda mais a temperatura elevada do interior do
corpo, pode-se continuar o banho por mais 5 minutos. Para as pessoas débeis, e
para as crianças, bastam 5 minutos ao todo.
O banho de tronco é ótimo refrescante do interior do corpo, pelo que tem bom
efeito em casos de febre, inclusive na febre tifóide. Geralmente bastam dois ou
três banhos por dia. Um banho de tronco diário, durante o período da gravidez,
facilita o parto. Tem aplicação eficaz, também, nas afecções do estômago, dos
intestinos, dos rins, do fígado, etc. ; ajuda a eliminar as substâncias morbosas
do corpo; mostra-se igualmente eficaz nas moléstias sexuais, nas moléstias dos
olhos, da cabeça, do pescoço, da laringe, etc. Terminado o banho, aquece-se o
corpo, fazendo uma fricção geral, rápida, ou voltando à cama, ou dando um
passeio com o corpo bem agasalhado, ou fazendo algum trabalho ao ar livre, ou
exercícios físicos, ou tomando um banho de sol. Não se deve comer imediatamente
após o banho, senão depois de restabelecido o calor normal do
corpo.
Banhos vitais
O banho vital é considerado por muitos terapeutas como uma
das mais eficazes aplicações hidroterapêuticas. Ele actua mais especificamente
no sistema circulatório, no sistema nervoso e nos órgãos excretores e genitais.
Além disso, regulariza a digestão, estimula os rins, o fígado, combate a insónia
e favorece a eliminação de toxinas pelo organismo.
Para este banho, usa-se uma
bacia apropriada e um pedaço de pano dobrado. Encha a bacia com água fria e coloque
dentro um banquinho, onde deverá sentar-se. Com movimentos regulares, molhe o
pano na água fria da bacia e suba massageando a genitália e a virilha, até à
altura do umbigo; desça a mão pelo outro lado, formando um triângulo. Repita
este movimento pelo lado onde terminou o movimento anterior, sempre descendo o
pano até à água, de forma que ele fique sempre bastante encharcado. Este
procedimento deve ser repetido durante 20 minutos, com os pés colocados numa
bacia com água quente, que deve ser renovada à medida que for esfriando.
Todo o corpo deve ficar fora d'água, exceto os
pés, que se põem em água quente.
Banhos genitais ou semicúpios
Tomam-se estes banhos sentado numa cadeira, num banquinho ou numa tábua
estendida sobre uma cuba ou tina contendo água fria em abundância, a saber, uns
30 ou 40 litros. Pouca quantidade se aqueceria logo, e o banho perderia sua
eficácia. O corpo fica todo fora da água. A pessoa em tratamento inclina-se um
pouco para a frente, e, com um pano mergulhado repetidamente na água fria, lava
continuamente apenas as extremidades externas e anteriores dos órgãos sexuais,
tomando sempre tanta água quanto o pano possa absorver, sem torcê-lo. Não se
deve esfregar com violência. Fricciona-se de leve. As mulheres devem ter o
cuidado de lavar somente o exterior e nunca o interior, e durante a menstruação
devem suspender o semicúpio. A duração do banho é de 10 a 30 minutos. A eficácia
do semicúpio se explica por dois fatos: Em primeiro lugar, como o interior do
corpo é caracterizado pela presença de grande calor produzido pela fermentação
das substâncias estranhas, este banho refresca o interior sem provocar o
esfriamento do resto do corpo. Ao contrário, as partes frias, mormente dos
enfermos de enfermidades crônicas, sofrem aquecimento. Graças a esta ação,
normaliza-se a temperatura anormal, interna, provocada pela fermentação das
matérias morbosas. Em segundo lugar, este banho tonifica grandemente o sistema
nervoso, e aumenta a força vital do corpo inteiro. Em nenhuma outra parte do
corpo humano se encontram tantos nervos importantes como na parte a que se
aplica este banho. As extremidades de grande número de nervos da medula espinhal
e do sistema nervoso simpático constituem os principais nervos do baixo-ventre,
e, sendo estas extremidades influenciadas pela aplicação de água fria, exercem
influência sobre todo o sistema nervoso. A água fria aplicada às partes genitais
fortifica consideravelmente. os nervos e reanima a força vital de todo o
organismo.
Pedilúvios quentes (escalda-pés)
Põe-se numa bacia, tina, lata ou balde uma quantidade de água suficiente para
cobrir os tornozelos.
A temperatura inicial deve ser de 35° a 40°C, devendo acrescentar-se mais
água quente aos poucos, até elevar a temperatura a 48°C ou até o máximo que se
possa suportar. A duração do banho é de 10 a 20 minutos.
Sendo muito quente a água do banho, ou havendo tendência para o desmaio, é
bom refrescar a cabeça com uma compressa fria. O escalda-pés é de bom efeito como auxiliar de outros
tratamentos. Atrai para os pés o sangue das demais partes do corpo. Emprega-se,
outrossim, com bom resultado, quando há sensação de frio (falta de calor
corpóreo), quando a água fria não provoca reação por escassez de sangue, e em
casos de anemia, nervosismo, falta de sono, desordens na circulação do sangue,
congestões, espasmos, falta de menstruação, gripes, resfriados, dor de dente,
etc Como os pedilúvios resolvem e fortificam, aplicam-se também com muita
eficácia nos suores dos pés, podagra, panarícios, chagas, .contusões, lesões,
tumores, etc. dos pés. Para os que sofrem de varizes a temperatura da água não
deve ser superior a 31°C. Também aqui não devem ser esquecidas as preciosas
plantas curativas segundo indicações que damos, nas páginas seguintes, para cada
caso especifico. Quando se toma um pedilúvio quente, com o cozimento de plantas
curativas, deve-se por fim aplicar um jorro frio aos pés ou pô-los, durante 1
minuto, em água fria. As senhoras grávidas não devem fazer uso de escalda-pés,
pois pode provocar aborto.
Pedilúvios frios
Põe-se numa lata ou num balde a quantidade de água suficiente para alcançar a
barriga da perna. Melhor, todavia, é a água corrente. A duração do banho é de 2
ou 3 minutos. A principio há uma sensação desagradável. Em seguida vem uma
sensação de calor e a pele das partes submergidas avermelha. O pedilúvio frio e
curto excita a circulação local do sangue e combate o frio habitual dos pés.
Convém, pois, às pessoas que sofrem de pés frios. O banho frio de pés ajuda a
desviar o excesso de sangue na cabeça, pelo que convém em casos de insônia.
Pedilúvios alternados
Usam-se dois baldes, latas ou outros recipientes. Num vai água fria e noutro
água quente, tão quente quanto se possa suportar. A quantidade deve ser
suficiente para alcançar a barriga da perna, podendo mesmo ir até os joelhos. A
duração do pedilúvio alternado é de 10 a 20 minutos. Põem-se os pés,
alternadamente, 5 minutos em água quente e 1 minuto em água fria, acabando-se
com água fria. Terminado o banho, friccionam-se os pés com uma esponja ou um
pano, e calçam-se, logo, meias e sapatos. O pedilúvio alternado ativa a
circulação do sangue nos pés, pelo que é útil para desviar o excesso de sangue
da cabeça. O que ajuda a alcançar este resultado é a aplicação de compressas
frias à cabeça.
Banhos de vapor
e Inalação
Para tomar estes banhos, é preciso que a pessoa tenha uma caixa própria,
dentro da qual possa sentar-se, fechando-a bem e ficando só com a cabeça de fora. No interior da caixa
instala-se um assento de grade, ou uma cadeira de assento perfurado, para dar
passagem ao vapor. Em baixo coloca-se uma chaleira elétrica, grande, com água a
ferver. Caso uma não dê vapor suficiente, podem usar-se duas. Pode-se, em vez de
chaleira elétrica, calocar, fora ao lado da caixa, uma pequena caldeira, ou um
pequeno tambor com um tubo ou mangueira a desembocar no interior da caixa
soltando ai o vapor. Basta também. uma panela de vapor ordinária com uma
abertura em forma de funil, em que se põe a mangueira. A panela, cheia de água,
com plantas medicinais (cavalinha, folhas de eucalipto, etc.), é posta sobre o
fogão. Assim que a água começa a ferver e soltar o vapor na caixa pelo tubo de
borracha, entra-se na caixa, fecha-se bem, passa-se uma toalha em volta do
pescoço, para fechar a abertura por onde a cabeça fica do lado de fora.
Aproveita-se, assim, melhor, o vapor, evitando o seu escapamento.
Cuide-se, porém, o banhista, para não se escaldar. A duração do banho é de
uns 15 a 30 minutos. Bom é começar com banhos mais curtos (10 minutos) e
estender a duração em cada banho seguinte. Durante o banho bebe-se algumas vezes
água fresca, e refresca-se o rosto e a cabeça, a miúdo, com uma toalha molhada
em água fria e torcida. Ou, então, se pode aplicar uma compressa fria à cabeça,
renovando-a várias vezes, ou seja, sempre que se aqueça. Pode-se interromper o
banho de vapor uma, duas ou três vezes para tomar um chuveiro, frio, rápido de
meio minuto, e fazer fricção no corpo. Termina-se o banho de vapor com um
chuveiro frio de um minuto. Quem quer continuar a suar, deve, imediatamente ao
sair da caixa, e sem tirar o suor com um chuveiro frio, envolver-se num lençol
mergulhado em água quase fria (entre 20° e 25°C) e bem torcido, e cobrir bem o
corpo, com bastante cobertores, na cama. Continua-se a suar Por mais 45 minutos
até uma hora. O suadouro deve ser terminado com um chuveiro frio rápido ou com
uma fricção rápida comum pano torcido em água fria. Não somente os enfermos,
senão também os sãos devem tomar banho de vapor de quando em quando, podendo ser
um por semana. Os banhos de vapor e todos os suadouros, seguidos de chuveiro
frio, rápido, ativam a circulação do sangue e promovem a expulsão das impurezas
que, retidas no interior do organismo, poderiam mais tarde trazer várias
afecções. os banhos de vapor constituem, pois, excelente remédio contra quase
todas as enfermidades, pois que a maioria das doenças têm, por causa primária,
impurezas no sangue, e tais banhos são também um bom meio de prevenir moléstias.
Quando, por exemplo, suspeitamos o começo de uma enfermidade eruptiva (sarampo,
rubéola, escarlatina, varicela, etc.), não devemos esperar até que a doença se
manifeste. Devemos entrar logo no banho de vapor, para que, pela sudação, sejam
expelidas as substâncias venenosas e apareça a erupção. As plantas medicinais,
incluídas na água a ferver, prestam grande auxílio.
Os banhos de vapor são excelentes para depurar o sangue e
para descongestionaras vias respiratórias. Combate dores de cabeça, catarro nos
brônquios e sinusite. Nestes casos, a aplicação de vapor deve ser direccionada
para a cabeça e o tórax do paciente, intercalados a
cada 5 minutos, com fricção de toalha molhada em água fria. Para preparar a
inalação, use um caldeirão, uma lata que possa ir ao fogo ou uma panela de boca
larga, cheia de água e ervas medicinais. Use fogo alto, deixe ferver por alguns
minutos e depois leve imediatamente ao paciente, que deverá inalar o vapor que
sobe da fervura, abrigado por um cobertor. Ao final da inalação, faça fricção
com toalha molhada em água fria para fechar os poros. Pessoas com baixa pressão
arterial e que sofrem do coração não devem tomar banhos de vapor.
Saunas
Vaporizadas
Os banhos de
sauna são feitos em instalações apropriadas e têm as mesmas propriedades dos
banhos de vapor e inalação. A pessoa permanece no ambiente vaporizado durante 10
minutos, em seguida sai e toma uma ducha rápida de água fria, voltando ao vapor.
Repete-se o procedimento várias vezes. Pessoas com baixa pressão arterial e que
sofrem do coração não devem tomar banhos de vapor.
Compressas quentes
A fomentação é um dos processos mais comuns, fáceis e eficazes da
hidroterapia. Mergulha-se um pano, dobrado em 4 ou 6, em água ou chá quente de plantas
medicinais, segurando-o pelas pontas, para não queimar as mãos, e torcendo-o
várias vezes para deixar escorrer bem a água. Aplica-se a compressa, à parte
dolorida, tão quente como se possa suporta-la. Por cima da compressa vai um pano
de lã ou flanela. Como a compressa logo se esfria, é necessário mudá-la cada 3
ou 5 minutos. E, para que o paciente não necessite esperar, é necessário ter
outra compressa já pronta. Usam-se, portanto, dois panos dobrados em 4 ou 6.
Nunca se deve colocar outra compressa sem enxugar primeiro a parte tratada.
Sempre que possível, deve-se ter à mão, também, como é evidente, a panela de
água fervendo. A duração total da aplicação é de uns 30 minutos. Em seguida ao
tratamento, faz-se uma fricção leve e rápida com um pano úmido, frio, e a parte
tratada deve ser envolvida em panos de lã ou flanelas secos, Em Casos de dor
muito forte, não se faz a fricção fria no fim. Se a dor não cessa, pode-se,
depois de meia hora, fazer nova aplicação de compressas quentes. Outro processo
é o que consiste em colocar a compressa torcida, bem quente, entre dois Panos,
de maneira que a parte em tratamento receba o vapor da compressa quente. Esta
fomentação basta mudá-la cada 5 ou 8 minutos. Aplicam-se compressas quentes ao
ventre nos seguintes casos: fortes dores abdominais, cólicas do fígado
provenientes dos cálculos biliares (pedras na vesícula biliar), cólicas
resultantes da gota, disenteria, enterite aguda, indigestão, hipocondria,
timpanite, prisão de ventre persistente, espasmos do estômago e da bexiga, gota
intestinal e estomacal, inflamações dolorosas no abdômen. Aplicadas ao peito, as
compressas quentes dão bons resultados em casos de congestão pulmonar,
pleurisia, bronquite, tosse, etc. Aplicadas à face, aliviam a nevralgia facial,
a dor de dente, etc ; resolvem também o terçol. Aplicadas à região lombar (na
parte traseira da cintura), aliviam as dores em casos de lumbago. Aplicadas ao
espinhaço (costas), facilitam o sono. Aplicadas às articulações aliviam as dores
em casos de artrite, sinovite, higroma, etc.
Ao final do procedimento, molhe um pano em água
fria e passe sobre a região da compressa, para fechar os poros.
Compressas frias, refrigerantes
Mergulha-se em água fria
(ou chá medicinal frio, com um pouco de sal)
um pano dobrado em 4 ou 6, torce-se e faça a aplicação
directamente na região enferma à
parte que se vai tratar. A água deve, naturalmente, ser provida com
antecedência, com o decocto de plantas medicinais, e deixada a esfriar. Como a
compressa se aquece logo, é necessário renová-la com freqüência, pelo que se
deve ter outra compressa já pronta. Renova-se cada 4 ou 5 minutos, e, desta
maneira, se obtém uma subtração de calor. Este processo produz, em miniatura, o
que produz a envoltura em lençol molhado, frio. Emprega-se como antiflogistico e
vasoconstritor, as
compressas frias são especialmente indicadas para as inflamações locais, hiperemia, acessos de gota,
artrite aguda, congestão
renal, congestão cerebral, meningite, peritonite aguda, febre tifóide,
apendicite, dores de cabeça de origem
nevrálgica e dores reumáticas.
Cubra a
um pano seco, preferencialmente de lã. Se usar sal na compressa, a cada
10 minutos substitua a gaze, pois
ela é aquecida pelo contacto com o corpo.
Compressas frias, termógenas ou aquecedoras
Dobra-se um pano em 4 ou 6, mergulha-se em água fria, torce-se e aplica-se
segundo a finalidade para que se necessita. Em volta da compressa passam-se outros panos, secos,
impermeáveis, em boa quantidade, (podem ser flanelas), para evitar o escapamento
do calor produzido, pois a compressa fria logo começa a esquentar. Tal compressa
fica várias horas, ou toda a noite, no lugar a que é aplicada. A principio, ela
esfria a pele e a irrita. Logo, porém, a pele começa a aquecer-se, pouco a
pouco, e, finalmente, o calor produzido sob a compressa acaba por secá-la.
Segundo a sua finalidade terapêutica, pode-se aplicá-la a várias partes do
corpo. Empregam-se nos seguintes casos : bronquite, enfisema, dispepsia,
espasmos do piloro, prisão de ventre, congestão do fígado, transtornos motores
do estômago e intestinos, angina faringite, espasmos da laringe. Notando-se que
a compressa, depois de aquecer-se, começa a esfriar, deve-se tira-la, sob pena
de se obter um resultado contrário ao que se queria alcançar. Terminado o
tratamento, deve-se, ao tirar a compressa, friccionar rapidamente, com um pano
úmido, frio, a parte tratada, enxugando-a logo com um pano ou
toalha.
Instruções necessárias à aplicação da
Hidroterapia
1.. Ao proceder-se a um tratamento com água fria, o corpo deve estar quente.
Se a pessoa que vai tratar-se sente frio, deve primeiro aquecer-se mediante
exercícios físicos, ou fricções no corpo, ou por um pedilúvio quente. Se o
compartimento onde se vai fazer o tratamento é frio, deve-se aquecê-lo, para o
que se pode queimar álcool numa bacia.
2. A distância mínima entre os tratamento e as refeições é uma hora antes da
comida ou três horas depois. 3. Em seguida ao tratamento com água fria, deve-se
aquecer o corpo com fricções, exercícios físicos ou banhos de Sol.
4. Depois de um banho de vapor, ou um banho em água quente, ou um suadouro,
deve-se tomar um chuveiro, ou afusão, ou irrigação de água fria, rapidamente,
para evitar resfriamento.
5. Os tratamentos com água fria não devem ser aplicados muito perto um do
outro. Deve-se observar, entre um e outro tratamento, um intervalo suficiente
para permitir que o corpo readquira seu calor normal.
6. Se o paciente está dormindo, não se deve despertá-lo para aplicar-lhe o
tratamento. Na cura das enfermidades, o sono tem bom efeito. Em caso de febre,
pode-se despertar o enfermo, porque, então, o sono não é natural.
7. Durante os tratamentos de processo derivativo (banhos de vapor, banhos de
assento quentes, escalda-pés, etc.), não se deve ler, porque a leitura atrairia
o sangue para o cérebro.
8. Não se alcançando imediatamente os resultados desejados, não se deve
desanimar nem pôr em descrédito a eficácia dos tratamentos naturais. Muitas
vezes, nos casos crônicos, só se alcança a cura depois de aplicações
prolongadas.
9. No tratamento das crianças, quando estas gritam de medo e aversão pelas
aplicações, deve-se proceder com muito jeito, pois uma agitação violenta poderia
tornar pouco aproveitável ou mesmo prejudicial o tratamento.
10. Finalmente, tornamos a salientar que não deve faltar nenhum dos fatores
de saúde mencionados no primeiro capitulo deste livro, pois pouco ou nada
adiantariam ao paciente os tratamentos hidroterápicos e as plantas medicinais,
se ele continuasse a viver uma vida de transgressão às leis da natureza.
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