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Descrição botânica É uma planta herbácea, medindo de 0,40 a um
pouco mais de 1 metro de altura, perene; caule piloso (curtos e sedosos), folhas
pecioladas, alternas trilobadas na base da planta, com segmentos lanceolados e
obtusos; nas medianas são bilobadas e as próximas das flores são de margem
inteiras; possuem cor esverdeada na parte superior e branco-prateada na parte
inferior. As sumidades floridas estão em capítulos subglobosos, amarelos,
agrupados em panículas. O epiderme é formado de células sinuosas, contém estomas
nas duas faces; pêlos tectores, glândulas sésseis ou curtíssimamente
pedunculadas; o mesofilo é heterogêneo.
Características gerais Todas
as partes da planta possuem sabor muito amargo e aroma muito forte. Crescem
espontaneamente em locais pedregosos da Europa, Ásia e norte da África. No
Brasil é cultivada em hortas e jardins em locais agrestes; produz melhor em
climas temperados. Tem preferência por solos argilo-arenosos, mas cresce em
todos os solos desde que permeáveis. A propagação é feita por divisão de
touceiras com raízes, estacas de galhos ou sementes.
Colheita: colhe-se as folhas preferencialmente antes da floração nas
primeiras horas do dia. Em cultivos comerciais, corta-se toda a planta após dois
anos.
Princípios ativos Seu
principal componente é um óleo essencial que varia de cor verde-azulada e
amarelo-castanho composto principalmente de tujona e alfa e beta-tujona,
representando uma porcentagem superior a 40% dependendo do período de colheita
Mas foram identificados aproximadamente 60 compostos, mono e sesquiterpenos,
muitos deles oxidados; estão presentes o linalol, 1,8-cineol, beta-bisabolol,
alfa-curcumeno e espatulenol, nerol elemol.
Possui lactonas sesquiterpênicas (do tipo guaianólidos) responsáveis pelo
sabor amargo que são: a absintina(0,20-0,28%), artabsina, matricina e
anabsintina.
Possui outros constituintes identificados que são: flavonóides, ácidos
fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenóides e vitaminas
B e C. A cor azulada indica a presença de compostos azulênicos, metilcamazuleno
e outros.
O óleo essencial obtido das flores, principalmente no início da floração,
contém mais tujona do que o óleo extraído das folhas.
Atividade biológica A
absintina tem propriedade amargo-estomáquica. Tujona: possui ação
anti-helmíntica contra Ascaris lumbricoides, efeito estimulante do coração e
musculatura uterina. Possui também ação antagônica para envenenamentos por
narcóticos.
Propriedades
farmacológicas As preparações administradas por via oral produzem um
aumento das secreções biliares, gástricas, devido a presença das substâncias
amargas. Tem ação estimulante do apetite e favorece a digestão. O óleo essencial
possui propriedades carminativas, espasmolítica, antibacteriana e fúngica.
Segundo a Comissão E e ESCOP está indicada principalmente para a perda de
apetite, dispepsia e distúrbios biliares, espasmos gastrointestinais e
flatulência.
Toxicologia da planta O óleo essencial da
Artemísia (losna) puro não é recomendado para uso interno. Por conter tujona na
sua composição é altamente tóxico.
A intoxicação manifesta-se através de espasmos gastrointestinais, vômitos,
retenção de urina por complicações renais severas, vertigem, tremores e
convulsões. O uso prolongado do absinto (bebida alcoólica feita com a losna (A.
absinthium) produz um efeito conhecido como abisintismo que se caracteriza por
transtornos nervosos, gástricos e hepáticos podendo provocar perturbações da
consciência e degeneração do S.N.C.
Não deve ser usada por gestantes e crianças menores. Um trabalho publicado em
2002 na Itália confirmou os efeitos neurotóxicos da tujona, presente no absinto.
A planta não dever ser usada continuamente e sem prescrição médica.
Formas de utilização e dosagem Utilizar na forma
de infusões; tinturas e extratos fluidos. Decocção para uso externo em feridas,
úlceras de pele e compressas.
Outros usos É muito utilizada
na preparação de aperitivos amargos.
Outros trabalhos Um trabalho
publicado por Juteau F et al (2003) do óleo essencial da Artemísia Absinthium
coletadas na França e Croácia testou a atividade antimicrobiana in vitro de
Cândida albicans e Saccharomices cerevisae var. chevalieri.
Outro trabalho feito no Canadá por Chiasson H et al (2001) está testando na
A. absinthium a propriedade acaricida do seus óleos essenciais, principalmente
pelo composto tujona.
Uma outra espécie (Artemísia annua, L.) está sendo estudada por sua
propriedade anti-malárica.
História do absinto Planta
conhecida na Antiga Grécia e pelos celtas e árabes com citações datada de 600 AC
para tratamentos digestivos. O licor de absinto era muito conhecido e apreciado
por poetas e artistas como Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Artur Rimbaud, Degas,
Manet, Baudelaire, Picasso e outros.
Era conhecida com o nome de "fada verde" (líquido verde-esmeralda) e ao que
estudos indicam, responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. O consumo
do licor de absinto está proibido na França desde 1915 e atualmente em outros
países da Europa e Estados Unidos. (Continuação) Outro nome popular:
Vermute
Origem:
Ásia e Europa.
Descrição do uso medicinal - Dosagem É a grande
protetora do aparelho digestivo. A infusão de flores e folhas, essencialmente
amarga, usada em pequenas doses, estimula as secreções gástricas, biliares e
pancreáticas, aumentando o apetite e estimulando a digestão. Rica em ferro,
atenua anemias. O chá forte é usado como vermífugo.
Curiosidades Na Grécia Antiga
esta planta era dedicada a Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem
de seu nome científico.
Outros usos As propriedades
aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da
planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que
a presença de uma substância tóxica - a tuinona (tujona) - pode produzir efeitos
altamente perigosos.
Altas doses do chá e outros preparados a partir desta planta podem provocar
tremores, convulsões, tonturas e até delírios.
Não é recomendada para pessoas com problemas com úlceras e gastrite por
estímular a salivação e a produção do suco gástrico.
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