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   Mangaba  -  Hancornia Speciosa Gomes

 

Sinonímia popular

mangabeira, mangabinha-do-Norte, ankêuacê e katitulá (indígena), mangaba (francês), caoutchouc de pernambouc (inglês), mangaba tree (inglês).

Parte usada

Folha, cascas, fruto (polpa) e semente (caroço)

Propriedades terapêuticas

Anticatarral, antiulcerogênica, digestiva, hipertensão, hepática, laxante, purgativa

Indicações terapêuticas

Tuberculose e úlceras, pugante, doenças do fígado e do baço, icterícias, afecções hepáticas, moléstias crônicas e cutâneas


Mangaba (Hancornia speciosa) é o fruto da mangabeira, também chamada de mangaba-ovo. É comestível e utilizado na fabricação de sucos, sorvetes, doces e bebida vinosa. No nordeste é muito apreciada. Sergipe é o maior produtor brasileiro, vindo quase toda a produção da vegetação nativa, embora as primeiras áreas cultivadas estejam entrando em produção. Neste estado, a mangaba é a fruta mais consumida na forma de sorvete e polpa concentrada.

A mangaba tem uma peculiaridade na sua venda: ela é oferecida aos consumidores em pequenos paneiros revestidos de folhas de bananeira, sendo encontrada nas feiras e mercados nos meses do inverno amazônico (dezembro a março).

É uma árvore originária do Brasil e pode ser encontrada desde o Amazonas até São Paulo. No Pará, é abundante na Ilha do Marajó e na Região do Salgado, mas existe, também, nas áreas do alto e médio Tapajós, Tocantins e Jari. O fruto tem uma polpa mole, viscosa, com um sabor doce, acidulado, muito gostoso. É ideal para o preparo de sucos e sorvetes.

A mangabeira é uma planta de clima tropical, nativa do Brasil. A arvore pode chegar a dez metros de altura e começa a frutificar a partir dos três anos de idade. Em Sergipe, a colheita é feita pelas moças que alcançam as frutas com um gancho de metal e puxam. Depois, basta catar do chão e encher os baldes.

É empregada como medicinal e na fabricação de doces, sorvetes, geléias e licores, tanto artesanais como industriais, sendo uma das espécies nativas de importância para o fomento de uma economia baseada na utilização e conservação de recursos naturais do Cerrado.

Tradicionalmente, seus frutos são colhidos no chão, após cairem naturalmente do pé, sinal de que estão bem maduras.

Sinônimos botânicos: Hancornia gardneri Muell. Arg., Hancornia lundii A.D.C. Hancornia pubescens Muell. Arg., Ribeirea sorbilis Arr. Cam.

Constituintes químicos: proteínas, cálcio, fósforo, ferro, vitaminas A, B1 e C.

Indicações: tuberculose e úlceras (suco leitoso extraído da polpa); pugante (sementes); doenças do fígado e do baço, hipertensão (cascas); icterícias, afecções hepáticas, moléstias crônicas e cutâneas (extrato da casca).

Parte utilizada: folhas, frutos, raízes.

Contra-indicações/cuidados: não deve ser consumida verde.

Efeitos colaterais: quando verde, contém um suco leitoso que quase embriaga e pode matar. Esse leite venenoso é conhecido como manguaicy.

Modo de usar:
- infusão da casca: hipertensão, úlceras, dentição e problemas de rim;
- infusão das folhas: uso interno em gripe e em banhos para doenças epiteliais;
- decocção da casca: doenças internas, hipertensão, pulmões, abcessos internos, caimbras, fígado, cólicas menstruais e em regimes.

Aspectos Gerais:
Vegetando esponteamente em regiões diversas do Brasil, a mangabeira - Hancornia speciosa Muell - é abundante em todos os tabuleiros e nas baixadas litorâneas da região Nordeste, onde se obtém - de forma extrativista - a quase totalidade dos frutos colhidos no país; os estados da Paraiba, Bahia e Sergipe ressaltam-se como os maiores produtores. Conhecendo o fruto e fazendo dele uso, os indigenas chamavam-no de mangaba - "coisa boa de comer".A planta alcança 5 a 6m. de altura, sua copa 4 a 5m. de diâmetro, folhas verdes lanceoladas, flores alvas com cheiro suave. O fruto tem forma de pêra, muito viscoso quando verde, contém suco leitoso que quase embriaga e pode matar; a polpa é branca, fibrosa e recobre sementes circulares. Maduro, o fruto tem casca amarelada com manchas vermelhas, é aromático, delicado, tem ótimo sabor mesmo sendo ainda um pouco viscoso.

Fruto: a polpa é consumida diretamente ao natural ou é matéria-prima para o preparo de geléias, doces em calda, compotas, sorvetes, sucos, refrescos, picolés, licores, vinho e xaropes.O suco leitoso é medicamento caseiro para tratamento de tuberculose e úlceras.

Composição de 100 gramas de polpa:
43 calorias, 0,7g. de protéinas, 41mg. de cálcio, 18mg. de fósforo, 28mg. de ferro, 30mmg. de Vit.A, 0,04mg. de Vit.B1 e 33mg. de Vit.C.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais estão animados com os primeiros testes com plantas para tratamento da hipertensão. A mangabeira, por exemplo, se mostrou muito mais eficaz que o remédio mais vendido contra a pressão alta.

Ela já foi tão comum que deu nome ao Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte. Nas lojas de produtos naturais, é procurada pelo nome do fruto, mangaba, e vendida como cascas do tronco.

O que a sabedoria popular já dizia, agora foi comprovado em pesquisa científica e, mais do que isso, o resultado surpreendeu os farmacêuticos.

No combate à hipertensão, a mangabeira tem substâncias que na dose certa podem ser mais potentes e mais eficientes que remédios muitos usados hoje.

Os pesquisadores fizeram um extrato da folha, dissolveram em água e serviram a camundongos hipertensos.

As análises mostraram que o chá da mangabeira tem três princípios ativos. Juntos, eles são até dez vezes mais potentes do que o captopril, usado no tratamento da pressão alta.

O chá ainda tem uma qualidade extra: além de inibir a produção de substâncias que causam a hipertensão, ele também é vasodilatador. Nos animais, a pressão arterial baixou e ficou controlada.

“O uso do medicamento se faz em doses muito mais baixas e muito mais efetivas do que o chá preparado rotineiramente”, disse Virgínia Soares Lemos, professora do Departamento de Farmacologia da UFMG.

A especialista em plantas medicinais, Maria das Graças Lins Brandão, professora da UFMG, alerta que não se deve trocar medicamentos por chá sem autorização médica.

“O perigo é de fazer o remédio de forma inadequada, extrair uma quantidade grande de princípio ativo, usar uma dose excessiva e fazer até mal ou não fazer o efeito adequado”.

Os testes em humanos devem começar neste ano. A pesquisa também investiga os poderes da raiz do olho-de-boi contra a pressão alta.



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