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O pepino é uma hortaliça da família das Cucurbitáceas, de sabor um tanto desenxabido e aquoso, o que não o priva de ser muito apreciado por certos paladares. Era o prato favorito de Tibério César, imperador romano. Quase todos os sírios o comem com satisfação. Enquanto uns têm predileção por pepinos verdes, outros escolhem os maduros. Uso medicinal O pepino é alcalinizante, calmante, refrescante, emoliente, laxante, estimulante, mineralizante. O pepino é reconhecido como sendo, provavelmente o melhor dos diuréticos naturais de que se tem conhecimento. Reveste-se, todavia, de muitas outras propriedades valiosas, como, por exemplo, a de promover o crescimento do cabelo, em virtude do seu elevado conteúdo em silício e enxofre, mormente quando seu suco é misturado com o de cenoura, alface e espinafre. O suco do pepino adicionado ao de cenoura tem efeitos benéficos nos estados reumáticos resultantes da retenção excessiva de ácido úrico no organismo. Um pouco de suco de beterraba, acrescentado a essa combinação, acelera o processo geral de cura. Graças ao seu elevado teor de potássio, o suco do pepino presta valiosos auxílios nos casos de alta ou baixa pressão arterial. É muito útil, também, nas enfermidades dos dentes e das gengivas, tais como a piorréia. Erupções cutâneas de muitos tipos têm sido beneficiadas pelo suco de pepino tomado em mistura com sucos de cenoura e de alface. A adição de um pouco de suco de alface tem, em alguns casos, contribuído para acelerar a eficiência daqueles. O suco de pepino se usa interiormente nas inflamações do tubo digestivo e da bexiga. Esse suco, misturado com mel de abelhas, é excelente para combater as enfermidades da garganta, tais como a afonia, as inflamações, a angina, etc. Toma-se às colheradas. Contra as enfermidades da garganta são também benéficas as cataplasmas da polpa do pepino, renovadas várias vezes ao dia. O pepino tem bastantes qualidades terapêuticas: A emulsão das sementes, externamente, suaviza a dor das queimaduras, hemorróidas, herpes, abscessos, escoriações. Internamente é excelente contra as inflamações do tubo digestivo, bexiga e uretra; o infuso da casca seca (30g/litro) é excelente contra as cólicas; o fruto fresco é eficaz contra as gretaduras dos lábios ou dos seios, e para a conservação da pele do rosto. O suco do pepino é cosmético para o rosto. Tomam-se seis pepinos maduros. Bipartem-se em sentido longitudinal. Retira-se, com uma colher, toda a polpa, que se coloca num vidro de boca larga. Bate-se uma clara de ovo, juntam-se 100 gramas de água de rosa, deita-se sobre a polpa no vidro. Mexe-se bem. Agregam-se 50 gramas de álcool puro. Tapa-se o vidro. Deixa-se repousar durante três ou quatro dias. Côa-se através de um trapo limpo. Guarda-se em frascos bem tapados. Agita-se antes de usar. Emprega-se exteriormente para remover manchas, sardas, rugas, e para suavizar a pele. Valor alimentício Durante muito tempo o pepino foi considerado não comestível, e mesmo venenoso, pelo que esse vegetal não pôde abençoar a humanidade, como deveria, mediante largo consumo. E, lamentavelmente, essa superstição ainda perdura, em diversos graus, entre as classes menos esclarecidas. Não é recomendável o uso do pepino cozido ou em conserva. A melhor forma de come-lo é cru, fresco, ao natural, para que não perca suas excelentes riquezas vitamínicas e minerais. Se cortado e temperado com antecedência, o pepino torna-se indigesto, mas tal coisa já não se dá quando servido inteiro, ao natural, sem nenhuma preparação. O certo é abri-lo no momento de come-lo . Não é necessário descascá-lo, mas, descascado, é mais digerível. Composição química
Vitaminas em 100 gramas de pepino:
Proporção de sais (miligramas em 100 gramas):
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