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O psyllium
pertence a família Plantaginaceae, é uma erva que mede menos de 50
cm e produz flores brancas, agrupadas em espigas na ponta de pequenas hastes,
cresce espontaneamente nos solos áridos e arenosos do Mediterrâneo,
seu nome
deriva do grego psylla (pulga), referindo-se a semelhança de suas sementes com
este inseto. Com
exceção da casca da semente, onde encontra-se grande quantidade de fibras, as
demais partes não tem uso medicinal.
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Mecanismo de ação do Psyllium
O psyllium possui na sua constituição as fibras, mucilagens e
óleos. As mucilagens presentes na composição do psyllium absorvem
considerável quantidade de água, aumentando o volume fecal que por sua vez
aumenta o lúmen intestinal. Há uma redução da pressão intraluminal reduzindo a
possibilidade de formação de divertículos. Seus efeitos ultrapassam o âmbito
intestinal. Retarda tanto o esvaziamento gástrico como a absorção de glicose a
partir do intestino delgado. Devido a sua indigestibilidade, as fibras
alcançam o cólon praticamente inalteradas, causando aumento no volume de
conteúdos colônicos com conseqüente ativação da motilidade propulsora. Seus
óleos também favorecem a propriedade laxativa. O psyllium normaliza o tempo
de trânsito intestinal, aumentando ou diminuindo este tempo, conforme a
necessidade. Favorece o amolecimento das fezes e reduz a necessidade de
esforço para evacuação, atividade muito útil em casos de hemorróidas. Em
estudos realizados demonstrou possuir a propriedade de reduzir o colesterol
sérico total, reduzindo o LDL colesterol ruim e aumentando o
HDL colesterol bom. Quando ingerido antes das refeições pode reduzir a sensação
de fome.
Indicações do uso do Psyllium
O psyllium age como um laxativo mecânico suave, emoliente e
demulcente. É indicado em casos de obstipação crônica, coadjuvante da
evacuação intestinal em casos de hemorróidas, gravidez, convalescença, períodos
pós-operatórios e senelidade. Também em colites e diverticulites. O psyllium
também é indicado como complemento em dietas de emagrecimento, tendo em visto
que sua ingestão antes das refeições favorece a um aumento na sensação de
saciedade, bem como liga-se a moléculas de carboidratos simples impedindo sua
absorção a nível intestinal.
Contra-indicações do uso do Psyllium
O uso do psyllium é contra-indicado em casos de cólicas abdominais de
origem desconhecida. Em constrição ou estenose intestinal. Não há qualquer
contra-indicação de seu uso durante a gestação e lactação, sendo inclusive
recomendado durante a gravidez nos casos de constipação intestinal.
Leitura complementar
- O efeito benéfico da ingestão de fibras solúveis é um fato amplamente
conhecido. O Psyllium que é uma fibra solúvel extraída de uma planta ( Plantago
psyllium ou Plantago areana ou Plantago ovata). O Psyllium por ser rico em fibra
do tipo solúvel possui uma enorme capacidade de reter água, a esta
característica chamamos de capacidade hidrófila, que no caso do Psyllium a
relação é para cada grama da fibra ocorre uma retenção entre 10 gramas de água.
Por causa desta enorme capacidade de reter água, conseqüentemente o Psyllium
forma um gel viscoso, capaz de ligar-se a moléculas tais como, proteínas e
carboidratos simples (açúcares).
O Psyllium também foi estudado em (1998) em relação aos seus efeitos sobre a saciedade em dietas de baixa
caloria. No estudo verificou-se que pelo fato de ocorrer um aumento na
viscosidade do alimento quando em contato com as fibras solúveis do Psyllium,
reduz-se conseqüentemente a interação entre os nutrientes dos alimentos e as
enzimas digestivas, e com isto também ocorre um retardamento na absorção de
alguns substratos energéticos pelo intestino. Outro importante efeito do
Psyllium, refere-se a capacidade laxativa, uma vez que ele facilita a propulsão
do cólon, bem como permite que as fezes tornem-se mais úmidas do que com outras
fibras. Um estudo em (2000) verificou que o gel do Psyllium
escapa da fermentação microbiana ao contrário do que ocorre com outras fibras
viscosas. O efeito do Psyllium sobre às doenças crônico-degenerativas, foi
analisado em 2000 por ANDERSON et al. onde ocorreu uma suplementação de Psyllium
por longo prazo (26 semanas) na dieta de homens e mulheres com
hipercolesterolemia (colesterol alto ). O resultado foi um decréscimo de 4,7% do
colesterol total e 6,7% do colesterol-LDL do grupo do Psyllium em relação ao
placebo. Um outro estudo ANDERSON et al. foi realizado com homens com diabetes
tipo 2 e hipercolesterolemia por 8 semanas, e neste estudo também a
suplementação com Psyllium mostrou-se eficaz no grupo tratado com Psyllium em
relação ao grupo tratado com placebo. Concluindo, o Psyllium é uma ferramenta
adicional na alimentação das pessoas que apresentem problemas de função
intestinal, devido a sua capacidade laxativa , ou pessoas que estejam ingerindo
dieta baixa caloria e com isto necessitem aumentar a saciedade, e porque não
falar em relação a prevenção de doenças crônico-degenerativas, entretanto a
indicação de uso não deve ser indiscriminada e preferencialmente deve ser
seguindo as recomendações de um médico ou nutricionistal.
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