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   Romã  -  Punica Granatum

 

 

A romã, Punica granatum,  é fruta exótica e milenar. Existem registros de restos da fruta em túmulos egípcios com mais de quatro milênios. Ela foi citada na literatura egípcia e hebraica e por William Shakespeare, na obra Romeu e Julieta. Os gregos consideravam-na como símbolo de amor e fecundidade e a árvore das romãs foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se que ela tinha virtudes afrodisíacas. Para israelitas, a romã é símbolo religioso de profundo significado.

Pode acreditar, a fruta traz muita riqueza e fartura. Estas dádivas chegam pela porta da saúde. A romã é “recheada” de ricas propriedades medicinais. Até bem pouco tempo, estas propriedades importantes, só eram conhecidas por interessados em mitologia ou medicina chinesa antiga. Segundo registros do antigo herbário chinês, o suco de romã aumenta a longevidade.

Atualmente a romã, cujas sementes e gosto meio ácido sempre foram apreciados como fruta, também é considerada moderna fonte medicinal. Os usos são diversos. No Brasil, um chá à base de casca de romã está sendo utilizado como antibiótico natural. Em Israel, dois pesquisadores estudam sobre tratamentos e produtos derivados da fruta.

Romãs – futuro promissor?

Pesquisas sobre propriedades curativas da romã são sérias e muito promissoras.

Dr. Michael Aviram, utiliza o suco da romã para combater colesterol e problemas cardíacos no Lipid Research Laboratory, do Rambam Medical Center em Israel. Nos últimos vinte anos o bioquímico pesquisa sobre formas de evitar ou eliminar depósitos de colesterol nas artérias, provocadoras de distúrbios cardíacos e enfarte do miocárdio. Ao procurar alternativas naturais, o cientista testou vinte produtos diferentes da romã. Descobriu no suco da romã poderoso antioxidante, um tipo flavonóide mais eficiente na prevenção de problemas cardíacos do que o existente no tomate e no vinho tinto.

Ele administra suco da romã em pacientes com estenose nas artérias carótidas, isto é estreitamento nas artérias que levam sangue ao cérebro. Os resultados foram rápidos e impressionantes. Segundo Aviram, as melhoras foram observadas ainda no primeiro mês de tratamento. Suas pesquisas também relatam sobre pacientes de alto risco, sérios candidatos a implantes e ponte de safena, que conseguiram evitar a cirurgia apenas com o suco da romã.

Já o pesquisador Efraim Lansky, chefe da Divisão de Pesquisas da Rimonest, no Instituto Tecnológico de Israel, aponta que o suco, a polpa e a casca da romã são portadoras de propriedades que além de promover a redução do colesterol, retarda o envelhecimento e talvez, possam levar à cura do câncer e da AIDS. Doutor em psicologia e biologia, o cientista tem também especialização em acupuntura e homeopatia. Lansky se interessa não somente pelo suco da romã, mas também pela fruta por completo. Atualmente está investindo na produção de um suco concentrado para ajudar a baixar os níveis de colesterol.  Em sua clínica homeopática, receita suco de romã em casos de febre e, em mulheres pós-menopáusicas, na prevenção de problemas cardíacos e osteoporose. Em breve, ele lançará também nova linha de cosméticos – cremes anti-envelhecimento, óleos para massagem e máscaras – utilizando estrógeno extraído da casca da romã.

Dr. Lansky acredita a romã seja grande projeto farmacêutico, com inúmeras possibilidades, entre as quais, a cura do câncer de próstata, câncer de mama, da leucemia, do herpes e até da AIDS. Segundo o estudioso, a aplicação de vinho e óleo da semente nas células de certos tipos de câncer interrompe a reprodução das mesmas, evitando que a doença se espalhe. Ainda são pesquisas, mas os resultados atuais são animadores.

Usos medicinais

Remédio milenar, o uso da romã é consagrado cientificamente. Já está comprovada a eficácia da romã como antibiótico natural. No caso de amigdalites bacterianas, faringites virais e inflamação das gengivas o uso de gargarejos com cocção induz a remissão do quadro infeccioso e também da febre em apenas 24 horas.

A romã também produz bons resultados no caso de leucorréias (corrimentos vaginais). Para este fim são indicados banhos de assento com infusão da casca, os casos regridem rapidamente após três aplicações.

Flores da romã são usadas como infusões contra a diarréia. A raiz e a casca da fruta são utilizadas como anti-helmíntico (vermífugo), que é eficaz contra vermes vulgares e também contra tênias intestinais (Taenia Solium).

Uma infusão feita com sementes maceradas de romã é útil para o tratamento de conjuntivite e chá das folhas de romã é útil para tratar outras afecções dos olhos. Para cicatrização de feridas, pó seco da casca da romã é muito utilizado.

IMPORTANTE:

É  preciso cautela com riscos de intoxicação por superdosagem de romã. Nas infusões não deve ser consumida mais que ¼ da casca. Sua ação é potente para atacar bactérias causadoras das inflamações, mas, substâncias contidas na fruta, também podem agredir a mucosa intestinal, além de causar paralisia temporária.

 



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