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   Salsa - Petroselium Sativum

 
 

Origem

Natural da Europa, a salsa (conhecida também por salsinha, salsa-de-cheiro ou salsa-hortense) foi trazida para o Brasil no início da colonizaçao. Seu cultivo é relativamente fácil: pode ser cultivada em vasos e adapta-se muito bem a terrenos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica, fracamente ácidos e bem drenados.

Os antigos egípcios usavam-na como um remédio para dor de estômago e distúrbios urinários. Os romanos acreditavam que a salsa evitava intoxicaçao e, portanto, a empregava para desodorizar o ar (repleto de álcool) durante seus banquetes. No passado acreditava-se que ela era capaz de curar doenças como a malária, a peste e o envenenamento. Atualmente, ela é mais conhecida pelas suas propriedades diuréticas e carminativas.
Mas, afinal, como utilizá-la medicinalmente?

Propriedades Terapêuticas

Diurética (facilita a secreçao da urina)
Emenagoga (provoca a vinda da menstruaçao)
Carminativa (combate os gases intestinais)
Expectorante (facilita a expectoraçao)
Antitérmica (combate a febre)
Eupéptica (melhora a digestao)
Vitaminizante (colabora na regeneraçao das células)
Aperiente (abre o apetite)
Antiinflamatória (combate inflamaçoes)

Indicaçoes
As folhas podem ser utilizadas para combater:
º Febres Intermitentes

Uso interno: suco - 1 colher de sopa três a quatro vezes ao dia.
Bronquite Asmática e Laringite Crônica
Uso interno: suco adoçado com mel - 1/2 xícara de café uma vez por dia, em jejum.
Equimoses
Uso externo: suco (sob a forma de compressa) - aplicar, no mínimo, três vezes ao dia.
Disenteria
Uso interno: chá por decocçao - 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
Inflamaçao e Edema de Pálpebras
Uso externo: sob a forma de cataplasma fria - aplicar várias vezes ao dia.
Hemorragias Nasais
Uso externo: introduzir folhas trituradas nas narinas.
Hemorragias de Ulceras e Feridas, Picadas de Insetos, Nevralgias
Uso externo: sob a forma de cataplasma - aplicar três a quatro vezes ao dia.
A salsa é uma planta da família das Umbelíferas, muito usada em temperos culinários. Vegetal de facílimo plantio, não exige maior trabalho que o da semeadura, podendo, pois, ser cultivado em qualquer nesga de terra, em qualquer ângulo de canteiro.

É natural da Europa e foi trazida para o Brasil no início da colonização. Prefere climas temperados e frios.

Uso medicinal

A salsa goza de propriedades diuréticas, emanagogas, carminatvias, febrífugas, estomáquicas, aperitivas, estimulantes, nervinas, resolutivas, vuneráveis, depurativas, expectorantes.

As raízes podem ser empregadas no combate a:
Gases Intestinais
Uso interno: chá por decocçao - 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
Nefrite e Cistite
Uso interno: chá por infusao - 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
Anasarca, Hidropisia, Edemas de Membros Inferiores
Uso interno: chá por decocçao (de 30 a 100g para cada litro de água) - 1/2 xícara de 4 em 4 horas.

Em infusão a raiz é benéfica nos casos em que, em virtude da nefrite ou da cistite a micção se torna dolorosa e as membranas mucosas irritadas. É útil também na blenorragia e na dissúria, com irritação das partes afetadas. Pode-se usa-lo durante o estado inflamatório. O infuso da raiz emprega-se também como aperiente e excitante (20g/ litro) Em decocção – o decocto da raiz (30g a 40g/ litro) age como diurético geral. Tem dado bons resultados contra a hidropisia. Recomenda-se 30 gramas por litro d’água nos casos menos graves, e até 100 para litro d’água nos casos mais graves. Ferve-se até ver o líquido reduzido para dois terços. Toma-se meia xícara de quatro em quatro horas. Essa tisana estimula a diurese e provoca a transpiração. Esse mesmo chá também é muito benéfico em caso de supressão momentânea da urina, por circunstâncias fortuitas. Para combater gases do estômago e dos intestinos, e os infartos do fígado e do baço, toma-se igualmente o decocto da raiz (30g a 60g /litro). Como emenagoga, a raiz dá bons resultados na amenorréia e na dismenorréia (15g a 20g / litro).

Folhas

As folhas da salsa gozam propriedades estimulantes e resolutivas. Em sucos-  o suco das folhas encerra qualidades alcalinizantes, febrífugas e anti-termitentes incontestáteveis, recomenda-se a dose de 100 a 150 gramas. Para combater as febres palúdicas, usa-se o suco das folhas e dos talos, na dose de 150 gramas, no começo do ataque.

Os asmáticos encontrarão grande alívio se, em jejum, tomarem este suco como leite quente e mel. Esta forma é indicada também para os catarros pulmonares e rouquidão crônicas. O suco, empregado em forma de compressas, faz desaparecder as equimoses. Em fricções, elimina as sardas e manchas da pele.  O suco, aplicado em gotas, é eficaz para aliviar a otalgia. As folhas trituradas, introduzidas diretamente no ouvido, produzem o mesmo efeito. Em decocção- o decocto das folhas cura as disenterias mais rebeldes. Toma-se sem açúcar. Ao natural – contra a falta de apetite recomenda-se mastigar algumas folhas de salsa meia hora antes da refeição. Em cataplasmas – sobre os olhos inflamados ou inchados, aplicam-se, com bons resultados, cataplasmas de folhas de salsa, que também são boas contra os infartos mamários e os seios endurecidos. Para deter as hemorragias nasais, introduz-se nas narinas um punhadinho de folhas trituradas. As cataplasmas de folhas de salsa machucadas detêm as hemorragias das úlceras, feridas, etc, e debelam as inflamações das picadas de abelhas. Nas nevralgias e odontalgias, a salsa triturada e misturada com um pouco de sal fino é um calmante eficaz. Aplica-se em forma de cataplasmas.

As sementes atuam na:
Atonia Gástrica e Nevralgias em geral
Uso interno: chá por decocçao - 1 xícara três vezes ao dia.

As sementes possuem propriedades antiletárgicas, carminativas, béquicas, diuréticas, emenagogas, dissolventes dos cálculos; e são eficazes contra as picadas ou mordeduras de animais venenosos. Para combater as nevralgias e a atonia estomacal, e para obter efeitos tônicos e excitantes, toma-se o decocto das sementes (20g/ litro), três xícaras por dia.

Contra-indicações

Se você é adepto da medicina natural, experimente os efeitos terapêuticos que essa maravilhosa erva contém, e descubra porque os fitoterapêutas a recomendam até hoje; mas, CUIDADO! A salsa, através de uso interno, é contra-indicada para gestantes e lactantes, pois um de seus componentes, o apiol, é estrogênico; isto é, altera o sistema reprodutor feminino e pode provocar o aborto.
As gestantes e as lactantes não devem fazer da salsa uso medicinal interno.

Valor alimentício

A salsa, riquíssima em vitaminas A e C, e possuidora de boa quota de ferro, é um vegetal que empresta sabor agradável às preparações  culinárias. Lamentavelmente, essa umbelífera é usada com muita parcimônia entre nós, como se tratasse de um condimento pouco recomendável. Algumas folhinhas para enfeitar o prato e nada mais. Ora, a salsa pode e deve ser largamente usada como condimento, porque é um dos melhores temperos.  Toda a planta é aromática e dá bom gosto à comida, além de enriquece-la com suas vitaminas. Há os que gostam do aroma e do sabor da salsa, mas não querem saber de ingerir as folhas e os pecíolos da mesma. Nesse caso a solução é fácil: introduzam na panela um punhado de salsa atado e retirem-no antes de servir a comida.

 



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