Origem Paraguai Uso medicinal O uso na forma
de chá impede a absorção do açúcar pelo intestino, sendo benéfico aos portadores
de diabetes, que podem reduzir a quantidade de insulina tomada diariamente. Deve
ter acompanhamento médico.
O uso também é benéfico para quem quer regular o açúcar da dieta habitual.
Nos casos de hipertensão arterial, atua como elemento regulador.
Cita-se também como tônico para o coração, contra obesidade, hipertensão,
azia e para baixar os níveis de ácido úrico. Tônico para o sistema vascular,
razão pela qual se torna útil nos casos de reumatismo e hipertensão.
Exerce também efeito calmante sobre o sistema nervoso, eliminando a fadiga, a
depressão, a insônia e a tensão, estimula as funções digestivas e cerebrais e
age como antiflogística.
Como substitui perfeitamente o açúcar, sem alterar o nível normal de
glicemia, e favorece a eliminação de toxinas, é recomendada nos regimes de
emagrecimento.
Os constituintes responsáveis pelas propriedades adoçantes de suas folhas são
os glicosídeos, sendo o mais doce o esteviosídeo, que tem um poder adoçante 300
vezes maior que o da sacarose e pode representar até 18% da composição total da
folha.
Dosagem indicada Diabetes Em 1 xícara
(chá), coloque 1 colher (chá ) de folhas secas, bem picadas e adicione água
fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, entre
as refeições.
Refrigerante para diabéticos Coloque 1 colher
(sobremesa) de folhas secas, bem picadas, em 1 copo de água em fervura. Desligue
o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe e adicione o suco de 1
limão e gelo. Tome 1 copo 2 vezes ao dia.
Diurético Coloque 1 colher (café) de folhas secas bem
picadas e 1 colher (chá) de folha de abacateiro picada em 1 xícara (chá) de água
em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 15 minutos. Em seguida coe em
filtro de papel ou de pano. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, sendo uma no
período da manhã e outra à tarde.
Efeitos colaterais Embora se afirme que a stévia não apresenta
efeitos colaterais, deve-se alertar para o fato de uma suposta ação
anticoncepcional, já que os índios guaranis a utilizavam para esta finalidade.
É muito importante lembrar que seu uso por diabéticos deve ter sempre um
acompanhamento médico.
Curiosidades Durante séculos
os índios guaranis do Paraguai e do Brasil têm utilizado as folhas desta planta
como adoçante, principalmente para adoçar seu chá mate muito consumido por esses
povos.
A notícia de que havia uma planta tão doce que uma única folha seria capaz de
adoçar um bule cheio do mate mais amargo, espalhou-se rapidamente no final do
século XVI, quando se iniciaram os primeiros estudos com esta planta, marcado
com o primeiro artigo sobre suas propriedades datando de 1900.
O primeiro botânico brasileiro a estudar esta variedade foi o dr. Geraldo
Kuhlmann, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde se encontra ainda hoje um
exemplar para lá enviado em 1918.
O adoçante de estévia é comercializado hoje em quase todo mundo, sendo os
japoneses seus maiores consumidores.
- Vários estudos validaram suas propriedades, até mesmo nos EUA, onde imaginem
que seu emprego é proibido por pressão e lobby da poderosa indústria de
adoçantes artificiais.
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