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As vitaminas obtidas dos animais, como do fígado
de bacalhau, provêm originalmente de pequenas plantas existentes em grande
abundância no mar e das quais aqueles gadídeos fazem grande e contínuo
consumo. Fácil é concluir, daí, que não há necessidade
absoluta de ingerir nauseantes óleos de peixe para obter a vitamina D. A fim de
consegui-la, basta expor às radiações ultravioletas naturais ou artificiais o
corpo ou os próprios alimentos. Tanto faz, pois, a luz de uma lâmpada
ultravioleta como a exposição aos raios diretos do sol, pela
manhã. Nem mesmo se faz preciso recorrer a este meio, pois os ovos contêm tanta vitamina D como o fígado de boi. A gema de ovo cozido pesa cerca de 15 gramas e nela se encontra mais vitamina D do que em 100 gramas de fígado, além de ferro, cálcio e outros minerais e todas as demais vitaminas, com exceção das Vitaminas A e C. "A fonte de eleição (da vitamina D) é , sempre que
possível, a exposição à luz solar, e isso porque mesmo pela superirradiação está
apurado não haver sinais de hiperavitaminose que surgem quando do abuso de doses
de preparações ou concentrados de vitaminas D. Podem expor-se ao sol, de manhã, as próprias frutas, muitas das quais, como a banana, contêm o ergosterol, que , com esse recurso, se transforma em vitamina D. SinónimosVitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são
essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo. É também conhecida como
calciferol e vitamina antiraquítica. As formas principais são conhecidas como
vitamina D2 (ergocalciferol: de origem vegetal) e vitamina D3 (colecalciferol:
de origem animal). Dado que o colecalciferol é sintetizado na pele através da acção da luz ultra-violeta no 7-dehidrocolesterol, um derivado do colesterol que está distribuído de forma generalizada na gordura animal, a vitamina D não está de acordo com a definição clássica de vitamina. De qualquer modo, dado o número de factores que influenciam a síntese, tais como a latitude, a estação, a poluição aérea, a área de pele exposta, a pigmentação, a idade, etc., a vitamina D é reconhecida como um nutriente essencial da dieta. Principais fontes na naturezaAs fontes naturais mais ricas em vitamina D são os óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, tais como as sardinhas, o arenque, o salmão e a sarda. Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades. As plantas são fontes fracas e a fruta e os frutos secos não têm qualquer vitamina D. A quantidade de vitamina D no leite humano é insuficiente para cobrir as necessidades infantis. EstabilidadeA vitamina D é relativamente estável nos alimentos; a armazenagem, o processamento e a cozedura têm pouco efeito na sua actividade, embora no leite fortificado, possa ser perdida até cerca de 40% da vitamina D adicionada, como resultado da exposição à luz. Principais antagonistasA colestiramina (uma resina utilizada para parar a reabsorção dos sais biliares) e os laxativos baseados em óleos minerais inibem a absorção da vitamina D a partir do intestino. As hormonas corticosteróides, os medicamentos anticonvulsivos e o álcool podem afectar a absorção do cálcio, reduzindo a resposta à vitamina D. Os estudos em animais também sugerem que os medicamentos anticonvulsivos estimulam as enzimas do fígado, resultando num aumento da decomposição e excreção da vitamina.
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1645 |
Daniel Whistler escreve a primeira descrição científica do raquitismo. |
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1865 |
No seu livro sobre medicina clínica, A. Trousseau recomenda óleo de fígado de bacalhau como tratamento para o raquitismo. Reconhece também a importância da luz do sol e identifica a osteomalácia como a forma adulta de raquitismo. |
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1919 |
E. Mellanby sugere que o raquitismo é devido à ausência de um factor lipossolúvel da dieta alimentar. |
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1922 |
McCollum e os seus colaboradores estabelecem uma distinção entre a vitamina A e o factor anti-raquitismo. |
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1925 |
McCollum e os seus colaboradores dão ao factor anti-raquitismo o nome vitamina D. Hess e Weinstock mostram que se produz na pele por meio de radiação ultra-violeta um factor com actividade anti-raquítica. |
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1936 |
Windaus identifica a estrutura da vitamina D em óleo de figado de bacalhau. |
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1937 |
Schenck obtém vitamina D3 cristalizada através da activação do 7-dehidrocolesterol. |
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1968 |
Haussler, Myrtle e Norman relatam a existência de um metabolito activo de vitamina D na mucosa intestinal dos frangos. |
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1969 |
Haussler e Norman descobrem os receptores de calcitriol no intestino dos frangos. |
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1970 |
Fraser e Kodicek descobrem que o calcitriol é produzido nos rins. |
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1971 |
Norman, Lawson, Holick e os seus colaboradores identificam a estrutura do calcitriol. |
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1973 |
Fraser et al descobre a existência de um erro congénito do metabolismo da vitamina D que produz o raquitismo resistente à terapia com vitamina D. |
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1978 |
O grupo de De Luca descobre uma segunda forma de raquitismo resistente à vitamina D (TipoII) |
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1981 |
Abe et al no Japão demonstra que o calcitriol está envolvido na diferenciação das células da medula óssea. |
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1983 |
Provvedini et al demonstra a existência dos receptores de calcitriol nos leucócitos humanos. |
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1984 |
O mesmo grupo apresenta a evidência de que o calcitriol tem um papel de regulação na função imunitária. |
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1986 |
Morimoto e associados sugerem que o calcitriol pode ser útil no tratamento da psoríase. |
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1989 |
Baker e associados mostram que o receptor de vitamina D pertence à familia de genes receptores de esteróides. |
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