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O termo “vegetariano” não provem de “vegetal”, mas sim do
termo latino vegetare, que significa “ dar vida, animar” . Quando os
romanos usavam o termo homovegetos, eles se referiam a uma pessoa
vigorosa, dinâmica.
O que é Vegetarianismo No vegetarianismo,
entende-se que o consumo de alimentos de origem animal é uma prática
desnecessária, que prejudica a saúde humana, o meio ambiente, os
animais e a sociedade.
Ovo-lacto-vegetarianos: não consomem
qualquer tipo de carne, e consomem laticínios e
ovos. Lacto-vegetarianos: não consomem carne nem
ovos, e consomem leite e derivados Vegans : não
consomem qualquer produto de origem animal (carne,leite, ovos, mel)
e também não utilizam produtos que tragam sofrimento animal
embutido: couro, lã, seda e cosméticos que contenham ingredientes
animais ou que tenham sido testados em animais.
Por que ser vegetariano(a)? Há vários
motivos: saúde, ética, compaixão pelos animais, fome mundial,
preservação do meio ambiente.
Saúde
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“Quanto mais o homem simplifica a sua alimentação e se afasta
do regime carnívoro, mas sábia é a sua mente” George Bernard Shaw
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Uma dieta vegetariana é saudável porque: é .
Rica em fibras, vitaminas e minerais. .
Pobre em gorduras saturadas, colesterol e contaminantes
químicos (hormônios, antibióticos, pesticidas). .
Moderada em proteínas e calorias. .
Saborosa, trazendo pratos da culinária mediterrânea,
indiana, japonesa, etc.
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Variada, incluindo hortaliças, legumes, frutas, raízes,
cereais integrais (arroz, trigo, centeio, cevadinha),
leguminosas (feijão,
soja, ervilha,lentilha,
grão-de-bico) e oleaginosas (castanhas, nozes e
sementes). . Nutritiva, fornecendo todos os
nutrientes necessários ao bom funcionamento do
organismo. . Preventiva, uma dieta vegetariana
reduz o risco de doenças crônicas e degenerativas, como
cardiopatias, câncer, diabetes. Obesidade, osteoporose, doenças da
vesícula biliar, artrite, asma, pedras nos rins e hipertensão.
doenças circulatórias (infarto, derrame, pressão alta) entre
outras.
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Há um grande número de trabalhos científicos que mostram
as propriedades preventivas das dietas vegetarianas. Mantém o colesterol em níveis adequados Uma dieta livre de
alimentos de origem animal é capaz de controlar a pressão nas
artérias e ainda manter níveis adequados de
colesterol.
Um estudo do
Instituto do Coração (InCor/USP) de 2002 comparou, entre outros
fatores de risco para doenças do coração, a pressão arterial e os
níveis de colesterol de 136 pessoas, entre vegetarianos e comedores
de carne. Os vegetarianos não apresentaram nenhum caso de pressão
alta e apenas 22% das pessoas tinham colesterol elevado. No
grupo que consumia carne, 22% das pessoas apresentaram pressão alta
e 41% tinham o colesterol acima do limite máximo
recomendado. Orientação Há ainda muitas publicações e alguns
profissionais que podem orientar uma transição saudável para o
vegetarianismo. A informação e orientação são muito importantes
para planejar bem a dieta! Conheça os
vegetarianos mais famosos
Ética
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“ Se
os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam
vegetarianos. Nós nos sentimos melhor com nós mesmos e
melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo
para o sofrimento deles”. Paul e Linda
McCartney |
Compaixão pelos animais Não nos
enganemos: todo animal é capaz de sentir e não há nenhuma
justificativa moral para desprezar sua vida, negligenciar seu
sofrimento, banalizar o ato de sua morte e mutilar seu cadáver para
com ele fazer delicatesses carnívoras.
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Fazer sofrer e matar seres vivos sensíveis por razões
banais é uma daquelas injustiças elementares a que
somos
inclinadosa
condenar. No entanto, falta ainda a convicção de que matar animais
para alimentação é uma razão banal e que a cadeia animal não é
indispensável.
Do ponto de
vista ético, matar um animal é um ato incompatível com as aspirações
intelectuais e espirituais da nossa espécie. Se matar um animal
dentro de um contexto de defesa ainda é aceitável, abate-lo para
lhes retirar as proteínas, as gorduras, os conhecimentos
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científicos, e os prazeres gustativos não é aceitável, tanto mais
que estas questões são banais em comparação com o sofrimento e a
perda de vida de um animal, ser sensível e consciente. Animais usados como produtos – os bastidores Os animais
criados para consumo, são confinados, manipulados especificamente
para o aumento de produção, através de genética, medicamentos e
técnicas de manejo. Devido às considerações econômicas, eles não
recebem analgésicos.
O gado é marcado várias vezes durante sua vida (causando
queimaduras de 3º grau), chifres são removidos , castrações pelo
corte dos testículos com facas ou forçando sua queda amarrando-os
para interromper o fluxo sanguíneo, mais uma vez, por razões
econômicas tudo é feito sem anestesia.
Os modernos
antibióticos e vacinas são a razão pela qual os animais sobrevivem
às condições intensivas até atingirem o peso do mercado ou até que
se tornem “ gastos”, ( termo utilizado para vacas leiteiras ou
galinhas poedeiras cuja produção cai ) e serem mandados para o
matadouro. Mesmo quando são criados soltos os animais, muitas
vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham
copiosamente.
Galinhas As galinhas vivem espremidas em
gaiolas do tamanho delas., as luzes ficam acessas até 18 horas por
dia – assim elas não dormem e comem mais ( isso acontece
principalmente com as que produzem ovos), seus bicos são cortados
sem anestesia.
O corte dos
tecidos delicados com a faca causa dor que persiste por semanas ou
até meses. Algumas aves não conseguem comer após o corte dos bicos e
morrem de fome. Esse procedimento é feito para que elas não matem
umas as outras e para evitar que elas escolham a parte da ração de
sua preferência - caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu
agrado e deixariam de lado os alimentos que servem para que engordem
mais rapidamente.
Porcos Porcos não têm espaço nem para se
deitar confortavelmente. São confinados do nascimento ao abate. As
gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela apertada na
baia.
Pela sua natureza, os porcos são curiosos e normalmente
passariam metade do tempo cavando a terra. A frustração do
confinamento faz com que lutem e mordam suas caudas. A resposta da
indústria é o corte das caudas e a castração dos porquinhos para
torná-los menos agressivos sem o uso de anestesia.
Ser
impedido de realizar os instintos mais básicos é motivo de enorme
sofrimento. Mesmo os animais criados em gaiolas desde que nasceram
sentem necessidade de se mover, esticar as asas ou membros e fazer
exercícios.
Rebanhos ou bandos de animais ficam estressados quando são
criados isolados ou quando são confinados em grupos muito numerosos,
pois têm dificuldade para reconhecerem os outros membros. Além
disso, todo o animal confinado sofre de intenso aborrecimento, o que
pode provocar um comportamento autodestrutivo.
Transporte Quando são levados
aos matadouros os animais são prensados ao máximo possível nos
caminhões para minimizar os custos. Eles vivem nos excrementos uns
dos outros e são expostos a condições severas de temperaturas em
caminhões abertos, ficam sem água ou alimento por longos períodos de
tempo. Em vista disso, muitos morrem a caminho.
Abate - boi Para se abater um boi de
maneira “humanitária”, primeiro se dá um disparo na testa com uma
pistola de ar comprimido.
O tiro deixa o animal desacordado
por alguns minutos- ele então é erguido por uma argola na pata
traseira e sua garganta é cortada.
Os animais são sangrados
até a morte ainda conscientes. O abate a marretada é proibido, o que
não quer dizer que não aconteça, já que 50% dos abates são
clandestinos e, portanto, sem fiscalização. Como não é fácil acertar
o boi com o primeiro golpe, muitas vezes são necessários dezenas
para desacorda-lo.
Abate - galinhas As galinhas são
despejadas como lixo dos caminhões que as traze; são colocadas em
ganchos que fazem parte do sistema de abate automático, sofrem uma
descarga elétrica que deveria causar a inconsciência , mas essa
corrente é reduzida causando somente dor (níveis maiores de corrente
endurecem a carne).
Vão para o próximo estágio com plena consciência, passam por
máquina que vai degolando o pescoço, são imersas em um banho
escaldante, depois vão para a área onde serão
depenadas.Abate -
porcos O abate dos porcos é parecido com o de bovinos,
com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na
cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o
sangramento, para facilitar a retirada da pele. Alguns são
mergulhados na água fervente ainda vivos. Pânico Os animais podem sentir o cheiro,
ouvir os gritos e freqüentemente ver a matança daqueles que foram
abatidos antes deles. Há verdadeiro pânico e eles tentam fugir dando
saltos, o que é inútil, pois estão cercados de chapas de aço.
Nos dias
de hoje, compra-se carne longe da matança, o que cria uma falsa
impressão de que se alimentar de cadáveres é algo normal e
inofensivo. Entretanto quando alguém é apresentado à grotesca
realidade de um matadouro, fica chocado com a selvageria e impiedade
que há por trás dos pratos de carnes. Não podemos ignorar uma
realidade de crueldade e sofrimento que acontece todos os dias
contra criaturas pacíficas e indefesas. Se a população tivesse que
matar para comer, certamente o número de vegetarianos seria muito
maior. Não
permita que matem em seu nome!
Comer peixe é uma alternativa? Quando
paramos de comer carne, surgem muitas dúvidas sobre como obter
proteínas e manter uma dieta quantitativamente saudável.
Se frangos e aves, devido aos aspectos sanitários e
humanitários, também não devem ser consumidos, os peixes e frutos do
mar aparecem como alternativas, até mesmo consideradas saudáveis.
Mas, infelizmente, não é bem assim.
Embora a gordura da maioria dos peixes de água salgada e de
água doce seja insaturada e benéfica para a saúde, os frutos do mar
e muitos produtos dos rios e lagos são ricos em colesterol. O hábito
de consumir peixes crus, como o sashimi e o sushi, mesmo sendo uma
forma de adquirir proteínas de boa qualidade, não isenta o seu
apreciador de assimilar colesterol.
Peixes também sentem dor Em um
documentário realizado no EUA, estudiosos declararam que os peixes
têm em suas bocas quase a mesma quantidade de terminações nervosas
que os humanos têm em seus genitais. Assim, puxar um peixe para fora
d'água com um anzol seria como tirar uma pessoa da água segurando
suas partes íntimas.
Intoxicações Alimentares As piores
intoxicações alimentares são provocadas por frutos do mar
deteriorados, como ostras, mariscos, camarões, etc. Cerca de 20% dos
seres humanos apresentam algum tipo de alergia às suas proteínas,
principalmente as do camarão.
Contaminação Há atualmente um grande
risco de contaminação humana por agentes poluentes (PCB, DDT) e
metais pesados com o consumo de frutos do mar.
Um marisco ou
ostra é capaz de filtrar muitos litros de água do mar por dia, o que
pode determinar uma grande concentração de metais pesados e
substâncias nocivas, capazes de contaminar o consumidor, às vezes
mortalmente. Os animais capturados próximos às grandes cidades são
os mais perigosos, já que são mais expostos ao problema.
Impactos Ambientais O Sea Sherphed
Conservation Society (Sociedade de Conservação do Leão Marinho)
documentou que as redes de arrastão usadas pelas pesqueiras
comercias, com muitas milhas de comprimento, capturam e matam muitos
outros animais em seu caminho: golfinhos, baleias, pássaros,
tartarugas marinhas.
A pesca industrial dizimou o ambiente
marinho e provocou o declínio de cerca de 90% dos grandes peixes do
mundo ao longo dos últimos 50 anos, afirma um estudo publicado pela
revista “Nature” – Maio de 2003.
Ética - Fome mundial 800 milhões de
pessoas passam fome no mundo! O peso coletivo dos bovinos no
mundo é superior ao peso coletivo dos humanos. Esse gado criado para
corte consome um terço de toda a safra de grãos do Planeta, enquanto
um bilhão de pessoas sofrem de fome crônica e
desnutrição.
Pode-se
facilmente produzir alimentos para saciar a fome dessas pessoas,
bastando pra isto que os recursos empregados na produção de ração
animal sejam direcionados para a produção de alimentos para o
consumo humano.
Um acre de cereal produz cinco vezes mais
proteínas do que o acre devotado à criação de gado; um acre de
legumes (feijões ou lentilhas) dez vezes mais. Assim, se uma parte
de terra ocupada por gado fosse destinada a culturas, a maior parte
dos famintos poderia ser alimentada adequadamente. Aliás, segundo
dados bastante atuais do setor agropecuário, um bovino ocupa em
média no Brasil, área de 1,5 hectares, espaço adequado ao plantio de
vegetais para cesta básica, que alimentaria muitas
famílias.
Se todos
fossemos vegetarianos é provável que não houvesse tanta fome no
mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da terra
(uma vaca, num único gole bebe até dois litros de água, num dia
consome até 100 litros) para produzir 1 quilo de carne, gasta-se
43.000 litros de água, enquanto um quilo de tomates custa ao planeta
200 litros de água.
Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos
aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca, boa
parte de nossa produção de soja, uma das maiores do mundo é
exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária
bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano
haverias lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos
para combater a fome.
Ética - Meio Ambiente
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“ A Terra
tem o suficiente para suprir a necessidade de todos, mas não
têm o bastante para satisfazer a ganância de algumas
pessoas”. Mahatma
Gandhi |
. A indústria da carne é um dos agentes mais
poluentes, que mais consome água, é também responsável pela
destruição das florestas tropicais e outras florestas em todo o
mundo.
. Uma fazenda de porcos gera lixo
equivalente a uma cidade de 12.000 habitantes. Estima-se que o gado
americano por si só produz 127 toneladas de fezes por segundo, o que
significa 13 vezes a produção humana. A amônia contida nas fezes
polui as águas e afeta severamente a camada de ozônio. Os resíduos
animais são 100 vezes mais poluentes do que os resíduos
humanos.
. A energia necessária para
produzir um só hambúrguer poderia abastecer um veículo para rodar 30
km ou aquecer água para 17 banhos quentes.
.
Estudos recentes realizados nos Estados Unidos revelam que o rebanho
bovino é responsável por pelo menos 12% do gás metano (uma das
substâncias que mais influenciam para o efeito estufa) liberado para
o meio ambiente.
. A criação extensiva de
gado só se faz com desmatamento. Estima-se que 40% da floresta
amazônica foi devastada para a criação de gado. Tira-se a mata
nativa, e com ela toda a fauna e a flora correspondentes,
transformando a área em pasto para bois.
Do total de 4.14 bilhões de kg de carne de boi consumidos em
1996 nos EUA, 160 milhões de kg foram importados do Brasil, o que
contribui para a desertificação da Amazônia, mas não ajudou a
alimentar a população brasileira. O benefício econômico obtido com a
exportação é enganoso.
Estima-se que cada hectare (10.00m2)
de floresta derrubada para a formação de pastos seja capa de
produzir US$ 160, enquanto que, com uma exploração sustentável (para
a produção de látex e frutas, por exemplo), a mesma área possa
produzir US$7.280!
Como podemos concluir, a opção de não comer carne pode ajudar
individualmente a cada um de nós e, conjuntamente, ao nosso planeta
como um todo.
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“Ser
vegetariano é discordar: discordar do curso que as coisas
tomaram hoje. Fome, crueldade, desperdício, guerras.
Precisamos nos posicionar contra essas coisas. O
vegetarianismo é minha forma de me posicionar”. Issac Bashevis
Singer |
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Indicação com receitas da culinária
vegetariana “Sucessos da Cozinha Saudável”, Elisa Biazzi, Editora
Edições Natureza© .
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